Polícia Civil pede bloqueio de R$ 13,9 milhões de integrantes de facção criminosa, no Ceará
Medidas fazem parte da quinta fase da Operação Nocaute, que também resultou na prisão de 88 suspeitos.
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) deflagrou, nessa quarta-feira (20), a quinta fase da Operação Nocaute, que resultou na prisão de 88 pessoas suspeitas de participarem de facções criminosas no Estado. A ofensiva também pediu o bloqueio de R$ 13,9 milhões das contas dos investigados.
Segundo a corporação, os mandados foram cumpridos em quase todas as Áreas Integradas de Segurança (AIS) do Ceará, incluindo Fortaleza, Região Metropolitana, e no Interiores sul e norte. Parte da operação também foi executada nos estados do Piauí e Maranhão, e no Distrito Federal
Das pessoas presas, 43 estavam em liberdade, enquanto 45 já se encontravam em algum sistema prisional. Ainda conforme a Polícia, também houve a apreensão de drogas.
"A maioria dos presos com a extensão de criminal por diversos crimes graves e violentos, crimes de homicídio, tráfico de droga, contra o estatuto do desarmamento e demais crimes nesse contexto de violência contra a sociedade de modo geral", destacou o titular da Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Thiago Salgado, em coletiva de imprensa.
Além do cumprimento das ordens judiciais, o delegado informou que, durante a operação, três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas em Fortaleza, e uma por porte de arma de fogo em Quixadá, no interior do Estado.
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A Operação contou com a participação de 200 agentes de segurança e a coordenação do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP).
Fases anteriores
Os esforços policiais contra a atuação de facções criminosas no Ceará foram divididos em quatro fases da Operação Nocaute. Conforme a Polícia Civil, desde o início das investigações, 53 prisões foram conduzidas, além de apreensões e bloqueio de bens.
Na última fase, deflagrada em junho, dois suspeitos foram capturados nos bairros Mucunã e Luzardo Viana, em Maracanaú. Eles já respondiam pelos crimes de integrar organização criminosa, homicídio, posse ilegal de arma de fogo, receptação e crime de trânsito.
A Polícia também pediu o bloqueio de R$ 2,75 milhões em instituições bancárias e a apreensão de carro de luxo, e cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, que resulto no confisco de um veículo de luxo e de aparelhos celulares, que devem ser usados para subsidiar as investigações.