Mulher investigada por ataque a sede de provedor de internet em Fortaleza é presa; veja vídeo
O ataque a sede do provedor aconteceu no último dia 30 de agosto
Uma mulher de 31 anos investigada por participar do ataque a uma sede de provedor de internet em Fortaleza foi presa. Segundo a Polícia Civil do Ceará (PCCE) o flagrante aconteceu nessa quinta-feira (4) devido aos crimes de tráfico de drogas, resistência e desacato.
A suspeita identificada como Francilene Belo da Silva foi localizada em um imóvel no bairro Cristo Redentor em posse de maconha, cabos de internet e celulares. "Durante o flagrante, ela ofereceu resistência e desacatou os policiais civis", explicou a PCCE.
O ataque a sede do provedor aconteceu no último dia 30 de agosto e seguiu uma logística planejada. Criminosos armados chegaram ao local em dois veículos, renderam o vigilante, quebraram os cadeados e levaram todos os pertences da empresa.
Na saída do local, disseram ao vigilante que quem estava realizando a ação era "o crime".
Conforme a reportagem apurou, o ato foi coordenado por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que já havia ameaçado o proprietário a fechar o estabelecimento. Ele seria um dos quatro provedores da região que não teria aceitado pagar "taxas" para poder operar no bairro.
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Por esse motivo, passou a ser alvo de ameaças e também não conseguia realizar manutenção em residências situadas em áreas controladas pelo CV.
ATAQUES A PROVEDORES
Matéria publicada no último dia 21 de julho pelo Diário do Nordeste mostrou que a Polícia Civil do Ceará (PCCE) e o Ministério Público do Estado (MPCE) afunilaram investigações contra a aliança do CV com provedores de internet, no bairro Pirambu e adjacências.
Doze empresas do ramo foram interditadas e 37 pessoas são investigadas por integrar o esquema criminoso. As defesas dos empresários investigados negam a participação da organização criminosa.
Na mesma reportagem, o Ministério Público frisou que ataques a provedores de internet não constituem fenômeno recente. "Já há registros, desde 2019, da prática reiterada destas condutas, sendo notório o caso ocorrido no bairro Pirambu, onde, em 2020, houve a exigência de pagamento da mesma taxa extorsiva de 30%", explicou.
O MP também lembrou que, em 2021, observou-se um agravamento nas práticas delituosas a partir do aumento significativo dos episódios de extorsão.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), as Forças de Segurança capturaram pelo menos, 80 pessoas envolvidas diretamente com grupos criminosos que realizaram ataques aos provedores de internet, no Ceará.
Entre os alvos da Operação Strike, estão donos de provedores de internet clandestinos, indivíduos que executaram os ataques, bem como mandantes de crimes de ameaça, crimes de homicídios e de tráfico de drogas.