Morre segurança baleado em barraca da Praia do Futuro; família faz campanha para pagar sepultamento
Duas semanas após ser atingido durante tiroteio, o jovem não resistiu às complicações causadas por coágulo.
O segurança Isaías da Costa, de 22 anos, morreu neste domingo (25), duas semanas após ter sido baleado no local onde ele estava trabalhando. O jovem foi atingido na cabeça na noite do domingo, 11 de janeiro, durante a briga que vitimou o soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Paulo Henrique de Lima Silva, de 37 anos, na área externa da barraca Sunrise Beach Club, na Praia do Futuro, em Fortaleza.
A informação foi confirmada ao Diário do Nordeste por um irmão da vítima. De acordo com um comunicado que informa sobre a morte, após os dias de espera e esperança, o jovem não resistiu às complicações causadas por um grave coágulo. “Isaías era um amigo amado, presente desde a infância, e sua partida deixa um vazio imenso em todos nós”, diz o texto.
Com a morte, a família de Isaías está fazendo uma vaquinha para pagar os custos do velório e do sepultamento. “Toda ajuda, independentemente do valor, fará diferença para que possamos nos despedir dele com dignidade”, dizem os familiares no texto da vaquinha.
As doações podem ser feitas por pix, seguindo as instruções do site onde a campanha foi criada.
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Entenda o caso
Isaías da Costa foi um dos atingidos durante tiroteio que resultou na morte de Paulo Henrique de Lima Silva, soldado da PMCE, que estava de folga na noite do crime. Um amigo do PM também foi baleado.
O homicídio de Paulo Henrique ocorreu na noite do último 11 de janeiro, na área externa da barraca Sunrise Beach Club, na Praia do Futuro, ainda na fila de acesso ao estabelecimento.
Segundo informações do g1, Isaías estava trabalhando como freelancer e ajudava na organização da fila e acesso da bilheteria.
Um vídeo mostra o suposto início da briga. Nele, é possível ver Paulo Henrique na fila com amigos. Em determinado momento, ele encara um homem, que em seguida lhe dá um tapa no rosto. Outras pessoas que estavam no local aparecem nas imagens tentando separar a briga.
Dois policiais militares que também estavam de folga são suspeitos de terem participado da ocorrência. A dupla se apresentou na delegacia cerca de 24 horas após o crime, foi ouvida e liberada.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que os dois militares se apresentaram em uma unidade especializada, foram ouvidos e tiveram as armas apreendidas. “As investigações seguem no intuito da elucidação do fato”, diz o comunicado.
Em nota enviada ao Diário do Nordeste à época do crime, a Sunrise Beach Club ressaltou que não houve entrada de pessoas armadas na unidade, uma vez que os “protocolos de controle e segurança da casa atuam justamente para impedir a entrada de objetos ou armas que coloquem em risco a integridade do público, colaboradores e da operação”.
Posteriormente, o empreendimento se manifestou novamente, negando que os autores dos disparos tenham vínculo profissional, operacional ou contratual com o clube.
“Sobre a informação de que o suspeito de atirar contra o policial militar seria um segurança do estabelecimento, esclarecemos que essa suspeita não foi confirmada pela Sunrise Beach Club nem pelas autoridades responsáveis pela investigação, tratando-se de uma especulação. Até o momento, nenhum prestador de serviço do evento é apontado oficialmente como suspeito de qualquer delito”, afirma a nota.