Três funcionários da Prefeitura de Icó são afastados suspeitos de fraudar contratos de caminhão-pipa
O grupo teria desviado R$ 9,8 milhões em processos licitatórios.
Três funcionários da administração pública de Icó, no Interior do Ceará, foram afastados dos cargos por três meses sob suspeita de fraudar licitações da prefeitura. O grupo teria desviado cerca de R$ 9,8 milhões em contratos de abastecimento de água por caminhões-pipa. Não foram reveladas as identidades deles.
De acordo com o Ministério Público do Estado (MPCE), responsável por deflagrar a Operação Dilúvio nesta terça-feira (28), as fraudes teriam ocorrido entre os anos de 2020 e 2025. A ação também cumpriu mandados de busca e apreensão em Icó e contou com o apoio de promotores de Justiça e de agentes da Polícia Civil.
São dez os alvos da operação, sendo três agentes públicos, três empresários, dois suspeitos de serem usados como "laranjas" e duas pessoas jurídicas. Os mandados judiciais foram cumpridos nas casas e nas sedes das empresas dos investigados.
Foram apreendidos aparelhos telefônicos, dispositivos eletrônicos e anotações. Além disso, a pedido do MP, a Justiça também determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de todos os alvos e suspendeu os contratos firmados com as pessoas jurídicas investigadas.
A reportagem do Diário do Nordeste não localizou a assessoria de comunicação da Prefeitura de Icó, mas o espaço está aberto para o posicionamento da gestão.
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MP investiga série de crimes na administração de Icó
Em Icó, o MP também investiga supostas irregularidades na execução contratual e no pagamento do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) da cidade e da Secretaria Municipal da Educação.
A promotoria suspeita de vários crimes, incluindo frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em licitação ou contrato administrativo e falsidade ideológica, modificação ou pagamento irregular em contrato administrativo, corrupção ativa e passiva, peculato e associação criminosa.
O processo está em sigilo.