Silvio Almeida é intimado para depor na sede da Polícia Federal sobre caso de assédio

Nesta semana, o STF prorrogou o inquérito que apura denúncias de importunação sexual contra o ex-ministro

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Redação producaodiario@svm.com.br
Silvio Almeida foi demitido do Ministério após as denúncias relatadas no Me Too Brasil. Na foto, o ministro durante visita ao Diário do Nordeste, em julho
Legenda: Silvio Almeida foi demitido do Ministério após as denúncias relatadas no Me Too Brasil. Na foto, o ministro durante visita ao Diário do Nordeste, em julho
Foto: Thiago Gadelha

O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, foi intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento no inquérito que investiga denúncias de assédio e importunação sexual contra ele. O interrogatório está marcado para a próxima terça-feira (25), na superintendência da PF em São Paulo, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo

Na última segunda-feira (18), o inquérito contra o ex-ministro foi prorrogado por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida atendeu a um pedido da PF, feito no final do último mês de janeiro.

O órgão argumentou que, apesar de o inquérito estar quase concluído, era necessário mais tempo para tomar o depoimento do ex-ministro. A investigação tramita em sigilo no Supremo.

Segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Mendonça prorrogou a investigação por mais 60 dias, mas a expectativa é de que a PF conclua o inquérito antes desse prazo.

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'Tentaram me matar'

Silvio Almeida se manifestou nas redes sociais, no último sábado (15), alegando que tentaram lhe "matar" após a revelação de denúncias de crimes sexuais contra ele.

"Nestes últimos meses, tentaram me fazer esquecer quem eu realmente sou, quem eu fui e quem eu sempre quis ser. Tentaram apagar trinta anos de trabalho sério, de dedicação e de muita renúncia", escreveu ele em publicação no Instagram.

Acusações 

A organização de defesa das mulheres vítimas de violência sexual, Me Too Brasil, trouxe as acusações à tona em nota divulgada no dia 5 de setembro, incluindo o caso envolvendo Anielle Franco.

O ex-titular do MDH negou as acusações. Ele emitiu nota em que diz repudiar com "absoluta veemência as mentiras" imputadas a ele e considera que as denúncias são "ilações absurdas com o único intuito de me prejudicar, apagar nossas lutas e histórias, e bloquear o nosso futuro".

No dia seguinte, o então ministro foi demitido da pasta dos Direitos Humanos e Cidadania. Segundo o Governo Federal, a permanência de Almeida no cargo se tornou "insustentável" após denúncia de assédio sexual.

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