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Por que as pessoas compartilham fake news? Pesquisadora aponta desafios para as eleições de 2026

Cristiane Sinimbu, bibliotecária e doutora em Comunicação pela UFPR, projeta desafios no combate às informações falsas nas eleições.

Escrito por
Luana Barros luana.barros@svm.com.br
Urna eletrônica em primeiro plano, com a tela exibindo a palavra ‘FIM’ após o encerramento do voto. Ao fundo, desfocados, mesários sentados atrás de uma mesa em uma seção eleitoral.
Legenda: As fake news representam um desafio para as eleições de 2026, aponta a pesquisadora Cristiane Sinimbu.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

A cada novo ano eleitoral, uma nova pergunta se impõe: como impedir que a desinformação influencie na votação? O combate às fake news, embora constante, nem sempre tem sido efetivo para impedir a rápida disseminação de informações falsas e descontextualizadas.

O avanço rápido das tecnologias torna a tarefa ainda mais difícil, ainda mais em um contexto em que saber que a informação é falsa não é suficiente para impedir que a pessoa a compartilhe. "Muitas pessoas sabem que podem ser falsos, mas repassam esse conteúdo porque confirmam uma narrativa moral maior", explica Cristiane Sinimbu. 

Bibliotecária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutora em Comunicação pela mesma instituição, a pesquisadora investigou os motivos que levam os brasileiros a compartilhar as fake news – em muitos casos, sabendo que aquele dado não é verdadeiro ou, pelo menos, desconfiado da veracidade dele.

A pesquisa resultou na tese “O bem versus o mal: fake news como arma das batalhas morais em disputa nas guerras culturais”. Nela, uma das conclusões apontadas é de que as fake news passaram a funcionar "como um crachá de pertencimento". 

"O que significa reconhecer que as fake news não se espalham apenas por falha de informação, mas porque elas produzem um pertencimento. Elas viraram uma linguagem de reconhecimento identitário. Quem compartilha está dizendo quem é e de que lado moral se coloca. (...)  Elas funcionam como espécies de bandeiras simbólicas: 'eu compartilho porque isso representa o que eu acredito sobre o mundo'". 
Cristiane Sinimbu
Bibliotecária e doutora em Comunicação pela UFPR

Ela pontua que é exatamente essa "instrumentalização da desinformação" que transforma a eleição de 2026 em um "desafio enorme para a democracia". A profissionalização da produção e disseminação das fake news, o envolvimento afetivo da população com essas mentiras e o avanço cada vez mais acelerado das tecnologias, torna o combate às fake news cada vez mais complexo. 

Ela separa o desafio no cenário eleitoral em três eixos: o volume de informações falsas, a segmentação desse conteúdo por público e a estética emocional e moral, "com forte apelo afetivo", das fake news. "A nossa democracia em 2026 depende menos de detectar mentiras depois e mais de agir na prevenção, empoderando os cidadãos e cidadãs e as comunidades para reconhecer o truque antes da mensagem dominar a conversa", ressalta.

Mulher sentada à mesa de trabalho em um escritório, sorrindo para a câmera enquanto usa computador. Ao fundo, estantes com livros e uma divisória de vidro; sobre a mesa, teclado, mouse, celular e materiais de escritório.
Legenda: Cristiane Sinimbu é bibliotecária da UFPR e doutora em Comunicação pela mesma instituição.
Foto: Arquivo pessoal.

Confira a entrevista completa:

As informações falsas ou descontextualizadas não são uma novidade na sociedade, principalmente quando falamos de eleições. O que podemos dizer que tem de particular no uso das fake news na atualidade?

As fake news de hoje se diferenciam um pouco das antigas pela velocidade, pela escala e pela função social que elas desempenham. Então, elas circulam em redes digitais que permitem segmentar públicos, testar narrativas e espalhar conteúdo antes de qualquer verificação. Então, isso cria uma espécie de fábrica, uma industrialização da mentira, algo impossível antes, nas mídias tradicionais.

Na minha pesquisa, ficou claro que essas fake news não são apenas ruídos. Elas vão funcionar como esses dispositivos argumentativos, audiovisuais, são peças que são desenhadas para provocar emoção, organizar crenças e operacionalizar uma disputa. Essa mentira chega com aparência de verdade, porque ela imita uma linguagem, uma estética jornalística. Às vezes, também são aqueles vídeos caseiros, áudios dramáticos e capturas de tela, os prints, que vão simular a credibilidade.

Diferentemente de outros momentos, essas fake news vão atuar em bolhas informacionais, onde circulam essas versões repetidas até virarem uma prova social. Como se a mentira repetida várias vezes virasse uma verdade que o grupo pode acreditar, que o grupo quer acreditar. 

O particular da atualidade é que essa desinformação virou munição moral. Não se espalha só para confundir, mas para indignar, unir e demarcar uma identidade. O que eu discuto na tese é que hoje essas fake news são armas culturais, afetivas e tecnológicas. Não se trata mais de mentir, só de mentir, mas de engajar, criar inimigos simbólicos e fortalecer pertencimentos.

Uma das primeiras estratégias, e das mais utilizadas, para combater as fake news foram as checagens de fato, ou seja, a tentativa de desmentir informações. Isso coloca as pessoas que compartilham as informações falsas como "enganadas" ou "ingênuas", mas é só isso que leva uma pessoa a compartilhar uma informação falsa?

Não, infelizmente não. O engano existe, claro, (...) as pessoas podem ser enganadas. Há quem compartilhe por distração, por confiança ingênua, por ingenuidade. Mas o que a minha pesquisa mostrou é que muitas pessoas compartilham fake news por razões afetivas, identitárias, não só por desconhecimento total.

Elas até conseguem reconhecer o que é fake news, (porque) tem sempre um conteúdo alarmante, em caixa alta, uma frase dizendo "compartilhe antes de que suma" ou "isso a Globo não mostra". Então, eles conseguem reconhecer esses aspectos, essas características do que é fake news.

A gente viu, por exemplo, que os adultos mais velhos confiam mais em quem enviou do que na fonte original. Isso facilita a circulação. A geração ali dos 31 aos 50 anos evita discutir e compartilhar, porque eles sentem uma certa fadiga na polarização e receio de conflito, mas ainda assim podem repassar conteúdos quando confirmam as crenças do seu grupo.

Então, há um mecanismo psicológico forte, que a gente discute na tese e chama de dissonância cognitiva. Quando a checagem confronta crenças profundas, parte das pessoas descarta essa correção e repassa mesmo assim, porque a verdade moral pesa mais do que a prova factual. Então, compartilhar fake news pode ser um engano, mas também engajamento, pressão social do grupo e afirmação identitária.

Você citou as diferenças entre pessoas de diferentes gerações e, na sua pesquisa de doutorado, você tenta entender como essas gerações percebem as fake news, mas também como elas utilizam, compartilham essas informações. O que pode ser dito sobre a diferença entre a recepção e o compartilhamento de informações falsas a depender da geração?

Tem diferenças bem marcadas. Os mais velhos tendem a receber um menor volume de conteúdo diretamente em redes abertas, mas são os que mais compartilham desinformação, especialmente nessas redes fechadas, como WhatsApp e Telegram, que são redes de confiança. Nesses espaços, nesses aplicativos, a confiança é construída pela relação com quem enviou, não pela fonte – é no grupo da família, no grupo da igreja, no grupo de mães, enfim.

Isso facilita o repasse rápido, muitas vezes sem qualquer checagem. O compartilhamento assume um papel de circulação de comunidade, reforçado por esses laços afetivos e por essas crenças comuns. Como as pessoas estão em grupo, o que perpassa ali é compartilhado.

Já essa geração intermediária, ali de 31 a 50 anos, é intensamente exposta a conteúdos digitais e acompanha o debate político em múltiplas plataformas, mas demonstra esse comportamento de compartilhar menos, principalmente por um efeito, que eu já falei, de saturação, de fadiga, de certa frustração diante desse universo que eles percebem como polarizado.

Então, esse grupo consome muita informação, verifica mais do que os mais velhos, mas optam pelo silêncio, pela não circulação, porque eles querem evitar custos emocionais, conflitos diretos e possíveis constrangimentos públicos.

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Agora, os jovens, de 18 a 30 anos, estão imersos em plataformas como Instagram e TikTok, onde recebem grande volume de desinformação, em formato de vídeos curtos, estetizados especialmente para essa população, muitas vezes misturados até ali com entretenimento. Embora eles digam que compartilham menos sobre política publicamente, eles são altamente expostos a essas narrativas audiovisuais que reforçam valores, crenças, pertencimento. Isso leva a um processo de internalização das mensagens mesmo sem republicação direta.

A recepção é alta em todas as idades, mas o compartilhamento depende do repertório geracional e também do ambiente, da plataforma e do grau de conforto para essa população se expor publicamente.

Na tese, você também apontou uma diferença a depender do campo ideológico da pessoa. Qual é essa diferença?

Existe uma diferença bem profunda. A gente olhou para o espectro da direita nos grupos focais e eles demonstraram forte rejeição à grande mídia, a imprensa tradicional e maior confiança em fontes alternativas, especialmente em canais no YouTube e Telegram.

Isso cria um certo paradoxo: checagens que vêm da mídia tradicional geralmente, porque a mídia tradicional que está preocupada em fazer o desmentido, em checar os fatos, não chegam a essa população, a esses grupos de direita, porque eles tendem a descartar. A própria grande mídia é percebida como uma parte do problema da desinformação ou dos problemas sociais.

Já na esquerda, por outro lado, eles conseguem reconhecer os vieses de mídia, mas ainda assim confiam mais na imprensa tradicional e nas checagens institucionais. Então, eles tendem a checar em várias pontes, denunciar fake news, que eles chamam de 'uma covardia'. Alguns até dizem que é um crime compartilhar fake news, fazer uso político disso para destruir reputação, para mobilizar o pânico moral. Isso se percebe muito no espectro da esquerda.

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O centro oscila entre esses dois pólos. Com uma desconfiança generalizada, eles costumam checar mais do que a direita, mas denunciam menos do que a esquerda. Eles meio que toleram menos do que a direita quando o conteúdo é moralmente radical, mas podem cair em armadilhas quando o boato se apresenta com um aspecto de neutralidade, de moderação.

A diferença ideológica não é sobre a capacidade de checar, mas sobre a disposição para confiar. As fake news prosperam onde se percebe que a identidade do grupo está ameaçada, onde se desconfia das instituições, onde há intensa polarização e cada campo político vai reagir de forma espelhada quando a mentira mira seus próprios adversários.

Uma das conclusões ao final da pesquisa é de que as fake news não são só um fenômeno informacional, mas são também estratégias de engajamento afetivo e de reforço identitário. O que isso significa?

Trocando em miúdos, essa conclusão significa que as fake news funcionam como um crachá de pertencimento. Seria como uma camiseta de time. Ao compartilhar uma notícia falsa, por exemplo, sobre o "kit gay" ou fraude eleitoral, essa pessoa não está apenas transmitindo um dado, uma "informação". Ela está afirmando: "olha, eu pertenço a esse grupo e defendo estes valores".

Significa reconhecer que as fake news não se espalham apenas por falha de informação, mas porque elas produzem um pertencimento. Elas viraram uma linguagem de reconhecimento identitário. Quem compartilha está dizendo quem é e de que lado moral se coloca.

Na pesquisa, nós percebemos que muitas pessoas sabem que podem ser falsas, mas repassam esse conteúdo porque confirmam uma narrativa moral maior, digamos assim. Elas funcionam como espécies de bandeiras simbólicas: "eu compartilho porque isso representa o que eu acredito sobre o mundo". Isso a gente vê muito quando (é feito) um conteúdo falso sobre vacina e autismo, por exemplo.

A pessoa já tem aquela predisposição a acreditar que vacinas são um problema e quando vem um conteúdo falso que reforça isso, ela repassa, mostrando que ela acredita e o que isso representa para o seu contexto.

O engajamento afetivo é um motor. A mentira é mais compartilhada quando ela provoca ou uma indignação ou um medo ou uma injustiça percebida ou um orgulho comunitário. O reforço identitário vem quando esse repasse vira como uma espécie de comportamento daquele grupo, especialmente nas redes fechadas, como WhatsApp, em que a rede de confiança legitima o compartilhamento — eles estão entre os iguais, entre os deles. Então, elas não apenas informam errado, elas organizam esse afeto, produzem engajamento e demarcam essas identidades.

Levando em conta tudo isso que a gente conversou — essa forma como as fake news estão entranhadas no nosso cotidiano, a forma como a população, as diferentes gerações, as diferentes ideologias interagem com essas informações falsas e o avanço constante e muito acelerado das tecnologias –, o que é que a gente pode projetar para a eleição de 2026 na sua avaliação?

Eu vou buscar ser um pouco realista, mas também sem ser alarmista, se é que é possível. Eu creio que 2026 será uma eleição de corrida "armamentista" da desinformação. Esse cenário vai repetir alguns padrões, mas com tecnologias mais sofisticadas.

O que nós percebemos, na pesquisa e também do monitoramento do debate digital que tem acontecido recentemente, é que a desinformação – nesse grande guarda-chuva de fake news e 'produtos-boatos', enfim, de má informação – virou um ecossistema profissionalizado, movido por dados, por emoção e por segmentação.

Diferentemente de 2016, quando as mentiras eleitorais circulavam de forma mais lenta e centralizada, hoje às fake news se espalham em altíssima escala, com enorme velocidade. Um boato lançado ali no Telegram ou no WhatsApp pode alcançar centenas de milhares de pessoas em minutos. E, às vezes, esses conteúdos são impulsionados por redes coordenadas de compartilhamento. 

Em 2022 e em 2018, por exemplo, a gente viu que a narrativa da fraude nas urnas eleitorais mobilizou milhões de interações e se converteu numa pressão política pelo voto impresso, mesmo sem nenhuma prova concreta de fraude eleitoral. Outro exemplo foi o caso do ‘kit gay’, que já foi desmentido por diversas agências, mas continuou circulando como verdade simbólica para parte do público conservador, porque reforçava aquela sensação de ameaça aos valores familiares e religiosos.

Não é sobre informar errado, é sobre indignar e unir contra o inimigo moral.

Em 2026, a lógica tende a se intensificar em três eixos. Primeiro, o volume, a quantidade de conteúdos falsos deve crescer, porque a disputa eleitoral será ainda mais digitalizada e as campanhas aprenderam que mentiras emocionalmente potentes engajam mais do que propostas racionais. Outro ponto é a segmentação. As fake news vão ser cada vez mais moldadas a públicos específicos.

Em vez de um boato único para todos, a gente vai ter versões diferentes para cada nicho – jovens recebendo vídeos curtos e irônicos no TikTok, adultos impactados por memes e reels no Instagram e os 50+ atingidos por áudios alarmistas ou dossiês, aquela coisa do pânico moral, no WhatsApp e Telegram.

E outro aspecto vai ser essa estética mais emocional e moral, com forte apelo afetivo para vídeos manipulados, com música dramática, áudios com voz clonada, prints que imitam portais de notícia. Isso deve ser muito utilizado para reforçar essa narrativa, que eu até brinco na tese, do "bem versus o mal".

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Vamos ter ataque à reputação e criação de fronteiras morais. Isso dialoga diretamente com o que eu observei nos grupos focais, porque a verdade factual perde terreno quando ela confronta essas crenças profundas. A mentira ganha poder quando se torna um ritual de pertencimento e uma munição afetiva do grupo.

Outro elemento importante que vai ter nas eleições para 2026 é a sofisticação tecnológica. Em 2018, a gente falava de correntes de texto. Em 2026, a gente vai estar falando de inteligência artificial com deep fake, com clonagem de voz, com muito mais qualidade e acesso barato.

A gente já viu um pouco desse risco em 2024, com vídeos falsos políticos circulando em eleições municipais, o conteúdo manipulado com cortes de podcasts, de lives. Em 2026, a gente vai ver vídeos e áudios falsos de candidatos e candidatas fazendo ataques a pautas morais, identitárias, com voz idêntica real, circulando ali nos grupos.

Até que se prove que é falso, o dano já foi feito. As pessoas já se enfureceram, já compartilharam, já discutiram, já formaram opinião e reforçaram as suas crenças de que o outro lado é super monstruoso.

E mesmo quando a checagem chegar, alguns grupos ainda vão dizer: "Essa checagem faz parte do complô", fechando mais a bolha. É um cenário de mais volume, mais precisão, mais segmentação, estética mais emocional e uso de tecnologia mais convincente.

E se saber que aquela informação é falsa, ou pelo menos desconfiar da veracidade dela, não é suficiente para impedir que as pessoas compartilhem aquela informação, o que pode ser feito para tentar combater a desinformação, principalmente nesse contexto eleitoral de 2026?

É a pergunta de milhões. Olha, isso tudo não significa que a população vai ser mais burra, pelo contrário. Muita gente sabe que existe mentira online, mas essa arquitetura das plataformas, o uso estratégico desse afeto, da instrumentalização da desinformação é que torna esse 2026 um desafio enorme para a democracia.

Se nós quisermos enfrentar esse problema, precisaremos combinar a educação midiática contínua com estratégias de prevenção ao boato antes que ele viralize, além de ações de responsabilização exemplar para as redes e atores que lucram com essa mentira.

Isso significa que a gente precisa preparar o público antes de a mentira se espalhar, criar alertas sobre como a manipulação costuma funcionar, em vez de apenas desmentir depois do estrago. Ao mesmo tempo, é urgente a gente reconstruir referências de confiança pública.

A gente precisa criar pontes entre essas bolhas informacionais para que a sociedade possa ao menos compartilhar ali um terreno mínimo de fatos comuns. Sem isso, essa disputa segue muito desigual. A mentira continua encontrando mais coração do que a verdade.

O enfrentamento vai passar por isso. Ensinar repertório de verificação desde cedo, antecipar boatos com campanhas de prevenção e combate às fake news, comunicar com linguagem mais humana, mais emocional, sem distorcer fatos, usar pessoas de confiança dentro dessas bolhas para criar pontes, responsabilizar essas redes coordenadas, esses atores que lucram com a mentira e cobrar transparência das plataformas.

Afinal, combater fake news em contextos eleitorais não é apenas uma tarefa técnica, de checar os dados, é um desafio cultural, afetivo, tecnológico que envolve educar as pessoas. Disputar narrativas com a humanidade e recompor esses laços de confiança social.

A nossa democracia em 2026 depende menos de detectar mentiras depois e mais de agir na prevenção, empoderando os cidadãos e cidadãs e as comunidades para reconhecer o truque antes da mensagem dominar a conversa. Se a gente quiser inverter essa norma social, fazendo com que compartilhar mentiras gere um custo moral e não um ganho de pertencimento, daremos um passo bem real aí na direção de um debate público mais justo e democrático.

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