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Lula liga para Trump e pede Conselho da Paz restrito à Gaza e estabilidade na Venezuela

Os chefes de Estado dialogaram por quase uma hora.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Lula e Trump conversam pessoalmente em frente a uma cortina azul.
Legenda: Lula e Trump combinaram uma visita do brasileiro a Washington nos próximos meses.
Foto: Ricardo Stuckert / PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone na manhã desta segunda-feira (26). No diálogo, que durou 50 minutos, eles abordaram a situação da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelas tropas americanas e combinaram uma visita do brasileiro a Washington.

O governo brasileiro confirmou, em nota, que o telefonema ocorreu às 11 horas, e citou que os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, "que apontam boas perspectivas para as duas economias".

Os chefes de Estado destacaram ainda o "bom relacionamento construído nos últimos meses", que resultou na retirada de parte significativa do "tarifaço" aplicado por Trump a produtos brasileiros, e discutiram novamente a possibilidade de cooperação no combate ao crime organizado.

Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano.".
Governo Brasileiro
Nota oficial

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Os dois conversaram, também, sobre o convite feito pelo norte-americano ao brasileiro para integrar o Conselho da Paz — uma estrutura planejada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza.

Lula propôs que o órgão se limite à questão de Gaza e garanta assento para a Palestina. Além disso, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organizações das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Sobre a Venezuela, o petista destacou a necessidade de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.

Por fim, os presidentes combinaram uma visita de Lula a Washington, em data a ser definida posteriormente.

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