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Lula critica quem defende Vorcaro, do banco Master: ‘Falta de vergonha na cara’

Presidente comentou sobre suposto esquema de fraudes financeiras.

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Redação producaodiario@svm.com.br
foto do presidente Lula.
Legenda: Discurso de Lula sobre os bancos tem relação com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Durante evento em Maceió nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração que foi associada a Daniel Vorcaro e o suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Mesmo sem citar nominalmente Vorcaro, dono da instituição financeira, Lula afirmou que tem gente que "por falta de vergonha na cara" o defende.

Durante o discurso, o presidente comentou sobre a pobreza do País e fez uma comparação ao que definiu como "desfalque" envolvendo o banco Master.

"Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país", afirmou.

"Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país", concluiu.

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Operação mira Daniel Vorcaro e Banco Master

A Polícia Federal deflagrou, na última semana, a segunda fase da operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

A ação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, incluindo o pai, a irmã e o cunhado.

Segundo o g1, também estão entre os alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. Conforme a investigação, houve captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de valores para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de parentes.

Ao todo, são cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e têm como alvos endereços em São Paulo — incluindo a avenida Faria Lima —, além dos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

O caso envolve ainda questionamentos à liquidação do Banco Master pelo Banco Central. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a inspeção de documentos relacionados ao processo.

Paralelamente, a PF apura supostos pagamentos milionários a influenciadores digitais em meio a ataques virtuais direcionados ao Banco Central, com o objetivo de desacreditar a atuação da autoridade monetária.

A investigação chegou ao STF no fim do ano passado, por decisão do ministro Dias Toffoli, relator do caso, que determinou sigilo sobre o processo. Entre as primeiras medidas adotadas pelo tribunal esteve a realização de uma acareação ainda no final de 2025.

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