Lula, Ciro e Tebet participam de desfile da Independência da Bahia; Bolsonaro faz motociata

Políticos estiveram presentes em atos públicos de comemoração no Estado

Escrito por Redação,

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PRESIDENCIÁVEIS EM SALVADOR, BAHIA
Legenda: Presidenciáveis cumpriram agenda de pré-campanha em Salvador
Foto: Nelson Almeida/AFP;Sergio Lima/AFP;Arisson Marinho/AFP

O festejo da Independência da Bahia reuniu quatro presidenciáveis na manhã deste sábado (2), em Salvador. Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) participaram do tradicional cortejo. Já o atual chefe do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), reuniu apoiadores em uma motociata

Ciro e Tebet chegaram à "Caminhada do 2 de Julho" às 8h30. Os dois trocaram algumas palavras. O pedetista seguiu com uma comitiva da sigla, incluindo o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que integra a base. Tebet, por sua vez, foi acompanhada pelo presidente do Cidadania, Roberto Freire, e por lideranças locais.

O ex-presidente da República chegou por volta das 9h ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa, do senador Jaques Wagner (PT-BA), do ex-secretário Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato ao Governo do Estado, e do governador baiano, Rui Costa (PT).

Cerca de 30 minutos depois, Bolsonaro foi recebido no Farol da Barra. Às 10h, ele saiu em motociata até o Parque dos Ventos. O ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), pré-candidato ao governo da Bahia, fez o percurso na garupa da moto do presidente.

2 de Julho na Bahia

A Independência da Bahia, celebrada neste sábado, marca a saída em definitivo do Exército português da província baiana, após uma guerra iniciada em 19 de fevereiro de 1822 e seguiu até julho de 1823. Os confrontos foram marcados pela intensa participação do povo, entre eles Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica.

Segundo o historiador e professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Sérgio Guerra Filho, em entrevista à radio EBC, Portugal não aceitou pacificamente a decisão do Brasil de se tornar um país independente. Foram travadas verdadeiras batalhas para romper definitivamente os laços com a antiga metrópole.

O pesquisador diz ainda que o processo de separação iniciado em 7 de setembro de 1822, com o grito do Ipiranga, só foi concluído cerca de um ano mais tarde. Em 2 de julho de 1823 os portugueses deixaram definitivamente a Bahia.