Independência da Bahia: conheça as mulheres que marcaram a História no 2 de julho

Data marca a saída em definitivo do Exército português da província baiana

Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica
Legenda: Os confrontos foram marcados pela intensa participação do povo, entre eles Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica.
Foto: Domenico Failutti / Marquês do Itajaí / José Rosael

Neste sábado (2) é celebrada a Independência da Bahia, data que marca a saída em definitivo do Exército português da província baiana, após uma guerra iniciada em 19 de fevereiro de 1822 e seguiu até julho de 1823. Os confrontos foram marcados pela intensa participação do povo, entre eles Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica.

 

Segundo o historiador e professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Sérgio Guerra Filho, em entrevista à radio EBC, Portugal não aceitou pacificamente a decisão do Brasil de se tornar um país independente. Foram travadas verdadeiras batalhas para romper definitivamente os laços com a antiga metrópole.

Conforme detalha o especialista, o processo de separação iniciado em 7 de setembro de 1822, com o grito do Ipiranga, só foi concluído cerca de um ano mais tarde. Uma data marcante foi 2 de julho de 1823, quando os portugueses deixaram definitivamente a Bahia.  

Quem foi Maria Quitéria

Maria Quitéria por Domenico Failutti
Legenda: Guerreira pegou a farda do cunhado e saio de casa escondida para luta
Foto: Domenico Failutti

Conhecida por lutar vestida com roupas masculinas, Maria Quitéria ajudou o exército brasileiro a expulsar as tropas portuguesas da Bahia. Ela saiu de casa escondida do pai viúvo e usou a farda que pegou do cunhado. As informações são do portal g1

Devido ao ato de ousadia ela ficou conhecida como "soldado Medeiros" e tornou-se um dos ícones da Independência do Brasil na Bahia.

Segundo a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento e Sant'Ana, os restos mortais de Maria Quitéria estão sepultados no endereço religioso, localizado no bairro de Nazaré, em Salvador. Ela foi colocada no local em 21 de agosto de 1853, aos 56 anos. A guerreira morreu após ser vítima de uma inflamação no fígado.

Quem foi Maria Felipa

Maria Felipa por Marquês do Itajaí
Legenda: Baiana teria surrado portugueses com cansanção, conforme lenda
Foto: Marquês do Itajaí

Conforme relatos históricos, Maria Felipe era uma baiana, negra, natural da Ilha de Itaparica, e foi responsável por liderar um grupo de cerca de 40 mulheres que atuou na luta pela independência do País. A frente comandada por ela foi responsável por queimar 42 embarcações portuguesas

Sobre a mulher há uma lenda de que ela tenha usado cansanção — planta que provoca sensação de queimadura ao toque com a pele — para surrar homens portugueses

Segundo a publicação, historiadores relatam que os restos mortais da heroína, que morreu em 4 de julho de 1873, estão sepultados na Igreja do São Lourenço, na Ilha de Itaparica. 

Quem foi Joana Angélica

Joana Angélica por José Rosael
Legenda: Abadessa foi assassinada quando tentava impedir invasão das tropas portuguesas ao Convento da Lapa
Foto: José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista da USP

Joana Angélica era abadessa do Convento da Lapa, localizado no centro de Salvador, e morreu como mártir ao tentar impedir a entrada das tropas portuguesas no local. Ela faleceu em 1822, assassinada pelos soldados de Portugal quando tentava proteger o local. 

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