Legislativo Judiciário Executivo

Governo Lula oficializa adesão ao processo contra Israel por genocídio em Gaza

Em nota do Itamaraty, o governo expressou “profunda indignação” com as violências contra a população civil palestina

Escrito por
Beatriz Rabelo beatriz.rabelo@svm.com.br
Imagem de uma mulher palestina caminhando por prédios danificados após um ataque israelense ao campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, em 23 de julho de 2025. Imagem ilustra matéria sobre Governo Lula oficializa adesão ao processo contra Israel por genocídio
Legenda: Mais de 100 organizações humanitárias alertaram que a "fome em massa" estava se espalhando pela Faixa de Gaza e que seus próprios colegas estavam sofrendo gravemente com a escassez
Foto: Eyad BABA / AFP

O governo Lula aderiu ao processo que acusa Israel de genocídio em Gaza, segundo nota divulgada pelo Itamaraty nesta quarta-feira (23). Além disso, também expressou "profunda indignação" com os episódios de violência contra a população civil palestina na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. 

A nota citou a utilização da fome como arma de guerra e o massacre de civis. "A comunidade internacional não pode permanecer inerte diante das atrocidades em curso. O Brasil considera que já não há espaço para ambiguidade moral nem omissão política. A impunidade mina a legalidade internacional e compromete a credibilidade do sistema multilateral", afirmou. 

Por isso, o Brasil se juntará a outros países que irão submeter intervenção formal no processo em curso na Corte Internacional de Justiça, movido pela África do Sul, com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. 

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Violências contra população civil palestina

Dentre as violências citadas em nota do Itamaraty, o governo Lula vitou graves violações de Direitos Humanos e Humanitário, como: 

  • Ataques à infraestrutura civil, inclusive a sítios religiosos, como à paróquia católica em Gaza, e às instalações das Nações Unidas, como à Organização Mundial da Saúde;
  • Violência indiscriminada e vandalismo por colonos extremistas na Cisjordânia: como o incêndio às ruínas da antiga Igreja de São Jorge e ao cemitério bizantino em Taybeh;
  • Massacres de civis, a maior parte dos quais mulheres e crianças, que se tornaram cotidianos durante a entrega de ajuda humanitária em Gaza;
  • Utilização despudorada da fome como arma de guerra.

Assim, a decisão busca cumprir suas obrigações de Direito Internacional e Direito Internacional Humanitário, considerando que "os direitos dos palestinos de proteção contra atos de genocídio estejam sendo irreversivelmente prejudicados".

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