Uma das áreas mais conflituosas do mundo, a Faixa de Gaza deve ficar sem energia após ordem de corte imediato do fornecimento de eletricidade na região. A decisão foi comunicada neste domingo (9) pelo ministro israelita da energia, Eli Cohen, por meio de mensagem em vídeo.
Segundo ele, "chega de conversa, é hora de agir", conforme publicação no próprio perfil dele no X, antigo Twitter. "Assinei uma ordem para cortar imediatamente a eletricidade na Faixa de Gaza". Quando ocorrer, a situação deixará milhares de pessoas em momentos desafiadores.
Para se ter uma ideia, conforme informações da Agência Brasil, os poucos hospitais ainda em funcionamento na região dependem de geradores a gasolina. Sem eletricidade, as atividades deste e de outros lugares serão comprometidas.
Na mesma mensagem em vídeo publicada, Eli Cohen complementou afirmando que Israel utilizará "todos os meios à sua disposição para garantir o regresso de todos os reféns israelitas" e que "o Hamas não permanecerá em Gaza depois da guerra".
Como a situação impacta a Faixa de Gaza
A única eletricidade que Israel vende atualmente à Faixa de Gaza é para o funcionamento da própria estação do país, voltada para o tratamento de esgoto. Com a diretiva, até esse local será suprimido.
Algo que agrava todo esse panorama é o fato de que a medida acontece uma semana depois de Israel também ter proibido a entrada de ajuda na Faixa de Gaza. O Hamas descreveu a ação como "uma tentativa flagrante de fugir ao acordo (de cessar-fogo) e evitar entrar em negociações para a segunda fase".
O cessar-fogo impactou nos combates mais sangrentos entre Israel e Hamas, desencadeados pelo ataque ao sul de Israel há pouco menos de dois anos, em 7 de outubro de 2023.
A morte de cerca de 1.200 pessoas e 251 reféns foram resultado do ataque do Hamas. Por outro lado, a ofensiva militar de Israel matou mais de 48 mil palestinos. Conforme o Ministério da Saúde de Gaza, a maioria eram crianças e mulheres.