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Eduardo Bolsonaro trabalhou como produtor-executivo de filme sobre o pai, diz site

Produção "Dark Horse" recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. Eduardo era responsável por captação recursos, conforme o Intercept Brasil.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 19:09)
Imagem de Eduardo Bolsonaro para ilustrar matéria sobre financiamento do empresário Daniel Vorcaro para o filme do pai.
Legenda: Deputado cassado mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonato trabalhou como produtor-executivo do filme "Dark Horse", que foca na biografia do pai, Jair Bolsonaro. Segundo apurações do Intercept Brasil divulgada nesta sexta-feira (15), Eduardo era responsável por captar recursos, tendo poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre a produção. 

Eduardo, que teve mandado cassado e vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, tentou omitir a conexão. Em post feito no Instagram, na quinta-feira (14), após notícias sobre o filme ter recebido dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, em conexão articulada por Flávio Bolsonaro, Eduardo afirmou que apenas cedeu os direitos de imagem e não tinha cargo de gestão na produção.

Durante investigação, o Intercept teve acesso a um contrato de produção, datado de novembro de 2023, que contém a assinatura digital de Eduardo Bolsonaro, feita em janeiro de 2024. No documento, Eduardo e o deputado federal Mario Frias, também do PL de São Paulo, aparecem à frente da produção-executiva. 

No contrato, a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, aparece como produtora. 

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Eduardo podia controlar como os recursos seriam gastos

Estando no cargo de produção-executiva, Eduardo tinha o poder de lidar diretamente com o controle de orçamento e gestão financeira do projeto audiovisual, conforme a apuração do Intercept. Ele poderia escolher como os recursos seriam captados e gastos.

Ao lado de Mario Farias, o filho de Bolsonaro poderia atuar em atividades do "Dark Horse", incluindo o “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.

Em nota, a defesa do deputado Mario Frias informou ao Intercept que "Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse" e "nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme".

Não houve pronunciamento de Eduardo Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro, nem do banqueiro Daniel Vorcado após a publicação da reportagem pelo Intercept nesta sexta. A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que ele não pode se manifestar porque está preso

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