Chagas Vieira deve se abster de comentários ligando Capitão Wagner a motins, decide Justiça
Em caso de descumprimento, cabe multa diária de R$ 1 mil.
Em medida cautelar, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza determinou que o ex-secretário da Casa Civil do Estado, Chagas Vieira (PDT), se abstenha de fazer comentários ligando o ex-deputado Capitão Wagner (União) a motins no Ceará. A decisão foi tomada no último dia 8, no âmbito de ação movida por Wagner com acusações de crimes de difamação e injúria.
O presidente da federação União Progressista alegou que, em janeiro deste ano, Chagas publicou e patrocinou um vídeo no Instagram imputando-lhe falsamente a prática de "motins que aterrorizaram o Estado do Ceará", em um contexto de rivalidade político-partidária.
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Nesse sentido, o juiz Cesar Morel Alcantara também determinou que a Meta Platforms, gestora do Instagram, preserve dados técnicos e forneça métricas sobre os anúncios impulsionados relacionados ao caso. Ao deferir parcialmente pedidos de medida cautelar, o magistrado também aplicou multa diária de R$ 1 mil a Chagas Vieira, em caso de descumprimento da decisão.
O PontoPoder buscou o ex-secretário da Casa Civil para pronunciamentos. Ele respondeu que ainda não foi notificado, que recorrerá da decisão e reiterou críticas a Wagner.
"Interessante: e esse fato não é público? Tem centenas de imagens por aí. Basta dar um Google. Capitão Wagner inclusive fez um livro de como fez o motim de 2011. Teve participação direta à frente do movimento. E apareceu em várias imagens com mascarados, estimulando o movimento de 2020, quando mais de 300 pessoas foram assassinadas no Ceará num período de 12 dias", declarou.