Governo Federal promete concluir Anel Viário até fevereiro de 2021

Segundo empresários que estiveram reunidos ontem com ministros em Brasília, Governo quer terminar obras entre janeiro e fevereiro. Setor produtivo levou reivindicações e cobrou celeridade na tomada de decisões

Legenda: Obras do Anel Viário já duram mais de 10 anos no Ceará. Conclusão é importante para o escoamento da produção estadual
Foto: Kid Júnior

As obras do Anel Viário - que têm mais de 10 anos de história - devem ser concluídas até fevereiro de 2021. Essa foi a promessa feita pelo Governo Federal à comitiva de empresários com negócios no Ceará ontem (11), em Brasília. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, a reunião teve o objetivo de apresentar pleitos nas áreas de infraestrutura do Estado, segurança hídrica, saneamento, construção civil, além de temas relacionados à repactuação das dívidas das empresas industriais, novos recursos para o setor produtivo e reforma Tributária.

"O nosso objetivo era uma reunião com cinco ministros. A gente fez algumas explicações sobre o Ceará e as obras que queremos saber quando iriam acabar. Depois cada ministro fez suas explanações. Foi uma reunião espetacular e muito importante. O Governo prometeu o Anel Viário pronto de janeiro para fevereiro do próximo ano. Prometeram também a duplicação da BR-222. Tem muita coisa que eles estão fazendo", resume.

Paralisadas desde o fim de 2019, as obras do Anel Viário foram retomadas em junho passado. Isso porque a Cosampa Projetos e Construções assumiu em maio o posto de sócia majoritária do consórcio responsável pela duplicação da rodovia após a Souza Reis entrar com pedido de recuperação judicial.

As obras do Anel Viário foram uma das prioridades listadas pelos empresários cearenses aos ministros Paulo Guedes (Economia), Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Luís Eduardo Ramos, (chefe da Secretaria de Governo) e general Sérgio Pereira (secretário Executivo da Casa Civil).

Além disso, a comitiva também cobrou prioridade na definição da concessão da CSN para a Transnordestina. Atualmente, se espera do Ministério da Infraestrutura uma decisão sobre a caducidade ou não da concessão. Os empresários querem uma deliberação por parte do Governo Federal diante do problema. "A Transnordestina tem mais de 500 pessoas trabalhando no trecho no Ceará. É uma obra que está sendo tocada e está em andamento", diz Cavalcante.

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Edson Queiroz, Igor Queiroz Barroso, chamou atenção para a necessidade de continuidade das reformas. "Nós temos que nos preparar para o pós-pandemia com calma, mas temos que continuar querendo as nossas reformas, como a tributária. Elas têm que ser feitas para que o nosso País se torne mais adaptado para a competição global".

Prioridades

A Fiec elaborou três documentos contendo as principais demandas dos empresários ao Governo Federal. Além do Anel Viário, o setor produtivo pediu agilidade nas obras de duplicação da BR-222 - do km 32 ao km 90 - e da BR-116, do município de Pacajus até a localidade Boqueirão do Cesário, em Beberibe (Litoral Leste). As duas rodovias são importantes para o escoamento da produção.

Ao ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), a comitiva tratou de assuntos relacionados, principalmente, à segurança hídrica, como acesso do ramal do canal do São Francisco ao Açude Castanhão, duplicação das estações de bombeamento do canal do São Francisco, além da duplicação dos sifões do Eixão das Águas.

Foi pedido ainda ao Governo a prioridade na garantia de recursos para o Ceará relativos ao novo programa habitacional, que ainda será lançado neste ano. O objetivo é impulsionar a construção civil.

"A gente quer entender como vão ser os investimentos no Estado. Priorizamos saber sobre os recursos do FGTS para a construção. Qual o futuro do FGTS?", acrescenta Patriolino Dias, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), sobre a pergunta feita ao Guedes, que não conseguiu responder por ter saído da reunião para atender a outro compromisso com o presidente Jair Bolsonaro.

Cooperação

Para o presidente da Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE), Maurício Filizola, a reunião foi produtiva, pois os integrantes do Governo ouviram as demandas dos setores produtivos. "A gente foi ouvir dos ministros o que o Governo vem fazendo e trouxemos algumas reivindicações nas áreas de logística e de infraestrutura. São obras que acabam ajudando a indústrias e o comércio porque fazem parte de um trabalho que ajuda na logística e no desenvolvimento do Estado".

Ele pondera que a União está cooperando juntamente com o setor produtivo no sentido de dar andamento às prioridades apresentadas. "O ministro falou sobre o Custo-Brasil e sobre a reforma Tributária que vai simplificar a tributação. Hoje nós temos uma estrutura tributária que traz dificuldades na arrecadação e na maneira do Governo de operacionalizar isso. Verificamos uma tendência de alta do setor da construção civil".

Filizola conta ainda que um dos pontos principais da reunião foi a fala de Guedes sobre a retomada da economia. "Ele disse que a retomada vem principalmente do setor privado. Também pedimos crédito para os pequenos empresários. A gente ficou animado porque viemos no sentido de cooperação, de ajudar o Governo, que a gente confia. Estamos aguardando uma visita do Rogério Marinho ainda neste mês ao Ceará", completa o empresário.

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