Com reajuste da Enel, conta de energia dos cearenses fica em média 5,78% mais cara

Reajuste foi aprovado pela Aneel e entra em vigor já nesta quarta-feira (22).

Escrito por
Mariana Lemos mariana.lemos@svm.com.br
Legenda: Enel Distribuição Ceará tem reajuste tarifário de 5,78% em 2026, após dois anos de reajustes negativos.
Foto: Thiago Gadelha.

A conta de luz dos consumidores do Ceará ficará em média 5,78% mais cara a partir desta quarta-feira (22). O reajuste tarifário anual da Enel Distribuição Ceará foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A alta ocorre após dois anos de reajustes negativos. 

O reajuste para os consumidores residenciais será, em média, de 4,67%. Já para as unidades conectadas à alta tensão, como indústrias e grandes empreendimentos, o reajuste aprovado é quase o dobro, de 9,61%.

Veja o reajuste para cada grupo de consumo:

O reajuste foi aprovado com maioria de votos na reunião ordinária da diretoria da Aneel. Na prática, as distribuidoras de energia apresentam dados sobre custos e pleitos ao processo de reajuste, que são analisados pela agência. 

Os processos tarifários são previstos em contrato e consideram diversos componentes, inclusive novos subsídios definidos pelos poderes legislativo e executivo. A correção tarifária anual das distribuidoras entra em vigor no dia de aniversário da concessão — no caso da Enel Ceará, 22 de abril.

COMO O REAJUSTE DA ENEL CEARÁ FOI DEFINIDO?

Entre os fatores que integram o índice de reajuste tarifário, o que teve maior variação foi o de encargos setoriais, que impactou o efeito médio em 2,80%.

Os encargos, custos definidos em lei que financiam políticas públicas, programas sociais e ações de infraestrutura, tiveram alta de 17,8%.

Os custos de aquisição de energia para a Enel Ceará levaram ao impacto no efeito médio de 2,87%. Já os custos de transmissão tiveram uma variação de 0,5% e impactaram o efeito médio em 0,04%. 

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O cálculo também considerou o diferimento tarifário aprovado em 2025, que teve efeito de abatimento de -7,26%.

Para evitar uma grande variação aos consumidores, a Enel postergou para 2026 a aplicação de recursos financeiros de R$ 586,90 milhões. Ou seja, sem o mecanismo, o reajuste poderia ser ainda maior.

Em 2025, quando foi aprovado o diferimento tarifário, a Enel projetava alta de 1,63% nas tarifas deste ano. O valor foi elevado, entretanto, por altas nos custos da transmissão e encargos, que não são controlados pelas distribuidoras. 

VEJA O HISTÓRICO DE REAJUSTE DOS ÚLTIMOS ANOS

  • 2025: -2,1%
  • 2024: -2,8%
  • 2023: +3,06%
  • 2022: +24,85%
  • 2021: +8,95%
  • 2020: +3,9%
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