CE na disputa por R$ 7,4 bi para infraestrutura
Valor destinado pelo BNB para projetos estruturantes em todo o Nordeste poderá ser utilizado em concessões
“Servem para grandes projetos privados que podem ser indicados pelo governo do Estado para serem analisados”, destacou o superintendente do BNB, João Robério Pereira de Messias, durante reunião no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) com um grupo de empresários, órgãos governamentais e clientes da instituição. Com isso, os recursos do FNE em 2017 totalizam R$ 22,1 bilhões para todo o Nordeste.
O executivo do BNB demonstrou grande interesse nessa aproximação com o governo cearense pela possibilidade de incluir nessa avaliação os projetos do Estado ligados às concessões. O road show com o detalhamento das concessões que o governo do Estado pretende fazer podem ganhar nova agenda. Além da apresentação que acontecerá para empresários na capital de São Paulo, em novembro, encontros em Nova York, nos Estados Unidos, e em Londres, na Inglaterra, podem acontecer também.
Como exemplo de projeto estruturante bem sucedido no Ceará, Messias citou a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). “A CSP é um grande projeto estruturante com valor significativo. Também valem projetos de infraestrutura que o governo não tenha recurso para fazer e chame a parceria privada”, disse.
Relevância
Para o superintendente do BNB a apresentação dos recursos do FNE é de suma importância para o Ceará, pois é discutida a melhor forma de aplicar as quantias para o próximo ano. “Fazemos de forma democrática, pois é papel do BNB ouvir o empresário e o governo”, ressaltou. O dinheiro estará disponível a partir de 2 de janeiro de 2017, mas ainda não se sabe a taxa de juros que é regulada pelo Conselho Regular Monetário Nacional.
O coordenado do Núcleo de Economia e Estratégia da Fiec, Fernando Castelo Branco, ressaltou que existe a expectativa que a partir do próximo ano a economia comece a dar sinais de retomada e, até lá, os empresários estão aguardando para tomar decisões sobre investimentos. “É bastante oportuno que o FNE se programe para uma possível demanda, que poderá ou não se concretizar”, analisou. As justificativas do coordenador em relação ao setor não ter se destacado entre os que mais utilizaram os recursos em 2016 estão no risco maior do próprio segmento e no impacto gerado pela recessão para as indústrias. “Ele tem sido mais precavido e me parece que foi usado apenas entre 25% e 30%, até setembro, do que estava previsto para o setor em 2016”, considerou.
Balanço 2016
Do montante programado para o Ceará em 2016, R$ 2,120 bilhões, já foi aplicado R$1.128.236 bilhão (59,6%). Comércio e serviços lideram o uso de aportes (R$ 450.865 milhões), seguido pela pecuária (R$ 265.006 milhões) e pela indústria (R$ 246.936 milhões). Nas propostas em carteira para tramitação, está R$ 1.278.076 bilhão. A maioria é para infraestrutura (R$ 855.193 milhões).
No Nordeste, neste ano, foram contratados R$ 7,4 bilhões do total disponível (53%).
