Boa expectativa para a economia requer atenção de investidores

Com crescimento mais expressivo das empresas após anos de crise, mercado de ações deve oferecer rendimentos maiores que os atrelados à taxa Selic, cuja expectativa é que não avance muito neste ano

Após um ano marcado por turbulências no mercado interno e externo, com greve dos caminhoneiros, eleições presidenciais e guerra comercial entre China e Estados Unidos, 2019 começa com uma melhora das expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A aposta é de queda do nível de desemprego, de manutenção dos mais baixos níveis de inflação e taxa básica de juros (Selic) dos últimos anos e também de aumento da confiança dos consumidores e do empresariado no Brasil.

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Apesar de o crescimento esperado para a economia do País neste ano não ser tão expressivo, girando em torno de 2,5%, os primeiros sinais de recuperação econômica começaram a aparecer ainda no ano passado. Com a expectativa de novos rumos para a macroeconomia brasileira, os investidores devem estabelecer metas antes de alocar seus recursos e para se beneficiarem desse cenário.

Diversificação

Seja para objetivos de curto, médio ou longo prazos, uma das recomendações mais recorrentes entre economistas e assessores financeiros é a diversificação. Independentemente da quantidade de recursos disponíveis, é preciso estar atento às mudanças da economia para poder tirar proveito delas.

Diante do previsto cenário de juros mais baixos, os investidores que pretendem obter rendimentos acima das aplicações atreladas à Selic terão de buscar outras alternativas também na renda variável.

"O que se desenha para o próximo ano são juros baixos e, se subir, sobe pouco. Além disso, o balanço das empresas deve vir melhor. Vimos de um período difícil muito longo no mercado de ações, e a tendência é que, em 2019, as empresas tenham uma rentabilidade maior e, com isso, paguem um dividendo maior", avalia Raul dos Santos, presidente do Ibef Instituto Brasileiro de Executivo de Finanças do Ceará (Ibef). "Para mim, o grande investimento para o ano de 2019 é o mercado de ações".

Antes de investir, no entanto, Raul dos Santos aponta ser preciso criar uma cultura de finanças pessoais. "O brasileiro ainda é pouco afeito a poupar, e é isso que precede o investimento", ele diz.

O presidente do Ibef recomenda que o investidor reserve, pelo menos, 5% de sua renda para aplicar.

Expectativas para 2019

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2019, a expectativa dos economistas consultados pelo Banco Central é a que a inflação chegue a 3,87%, abaixo do centro da meta (4,25%), com Selic a 6,5% e crescimento do PIB de 2,50%.

Uma das opções de investimento que vêm se popularizando ano após ano, são os títulos do Governo negociados por meio do Tesouro Direto. Na prática, o investidor se torna credor do Governo, que se compromete a pagar a ele uma taxa, previamente acordada na data de vencimento do título.

Considerada como uma porta de entrada para investidores que buscam alternativas aos produtos bancários, o Tesouro Direto apresenta vantagens como o baixo custo das operações de compra, venda e custódia. O investidor pode começar com aplicações a partir de R$ 30 e muitas corretoras não cobram taxas para realizar o serviço. Além de ser relativamente simples para o pequeno investidor, o Tesouro apresenta retorno acima da poupança, com maior segurança.

Indicados

Para quem não quer deixar o dinheiro parado e precisa sacar no curto prazo, os títulos indexados à taxa Selic são os mais indicados, uma vez que oferecem rendimentos diários acompanhando a variação do índice. Já quem pretende se proteger de um eventual avanço da inflação, há os títulos indexados ao IPCA. Estes, porém, têm prazos mais longos e sofrem variações diárias - neste caso, o investidor só terá o valor contratado no momento da compra se carregar o título até o vencimento

Para falar das principais opções de investimentos para 2019, o Sistema Verdes Mares ouviu especialistas que fizeram avaliações do cenário econômico e das oportunidades em renda fixa e variável. Além de Raul dos Santos, participam o economista Ricardo Coimbra e o assessor de investimentos Elísio Medeiros.

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