59% apostam em Bolsonaro

Na opinião de um grande empresário cearense da indústria e da agricultura, a pesquisa Datafolha, ontem divulgada, trouxe duas informações importantes: a primeira é a de que 30% dos brasileiros consideram o Governo Bolsonaro ruim ou péssimo e 32% o acham bom ou regular. "Não há surpresa! Esses 30% são exatamente o eleitorado cativo do PT, ao qual pode ser acrescentado o do PSOL, do PDT e do PSB, partidos de oposição", explica ele, pedindo e obtendo o anonimato. A segunda informação revela que 59% da população acreditam que Bolsonaro fará um Governo ótimo ou bom. "Parece contraditório, mas não é, pois, neste momento, a atual gestão, no poder há 100 dias, tem um desafio gigantesco - o de fazer aprovar a reforma da Previdência, a partir do que mudará positivamente todo o cenário da economia, atraindo investimentos que reduzirão o desemprego e recolocará o País na trilha do progresso", analisa o empresário. Sua análise está correta. Mas além desse desafio, há também o de trocar logo os ministros da Educação, Turismo e Relações Exteriores.

UFC, a corrida

Para além das fronteiras da academia, ganha corpo a disputa pelo comando da Reitoria da UFC. Há três grupos avançando sobre os direta e indiretamente interessados na peleja, incluindo empresários da indústria e da agropecuária, que se dividem entre os dois lados. Estão postas e em ação - mais claramente - duas chapas para reitor e vice-reitor. Uma é formada pelo diretor da Faculdade de Direito, Cândido Albuquerque, e pelo chefe do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina, Glauco Lobo. A outra chapa tem como candidato a reitor o professor Antônio Gomes Filho, doutor em física pela UFC e MIT (USA), membro da Academia Brasileira de Ciências, pesquisador do CNPQ e atual pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, e a vice-reitor o professor Augusto Albuquerque, hoje adjunto da pró-reitoria de Planejamento e Administração. Também é candidato a reitor o atual vice-reitor, Custódio Almeida. Escolha em agosto pelo presidente da República.

Aduaneiros

Graças ao Porto do Pecém e ao incremento das exportações e importações cearenses, cresceu o mercado para o despachante aduaneiro no Ceará. A forma legal de remuneração desse profissional é feita por meio do RPA - Recibo de Pagamento de Autônomos - ou do GRH - Guia de Recolhimento de Honorários. O RPA - revela um dos mais requisitados profissionais da área - "tem a desvantagem de repassar para o tomador do serviço o compromisso da gestão fiscal e tributária". O GRH, por sua vez, "simplifica as responsabilidades das empresas, pois a entidade de classe é incumbida por Lei a ser cogestora desse compromisso, tendo o dever de reter o IR na fonte, com a posterior emissão do Dirf". Ele adverte: "Todas as empresas, sem as devidas GRHs dos trabalhos executados nos últimos 5 anos, estão sujeitas a (novas) cobranças e ações cíveis por parte dos profissionais que registram seus processos".

Roterdã

Para as grandes empresas operadoras do Porto do Pecém, como a Tecer, por exemplo, o reforço do Porto de Roterdã no capital e na gestão da CIPP S/A representou um salto de qualidade já observado no aumento da produtividade daquele terminal. Quando estiverem concluídas a "estrada das placas", pela qual trafegarão as carretas que transportam as placas de aço da CSP - e a segunda ponte de acesso ao porto - que recebe os últimos acabamentos - Pecém deverá bater recorde de produtividade, estimam os operadores.

Supermercados

Nova unidade da rede Cometa de supermercados foi aberta na Avenida Padre Antônio Tomás. É a segunda que o Cometa instala na Aldeota, onde reside o consumidor de maior renda. Por isto mesmo, as duas lojas têm confortáveis instalações. Por falar em supermercado: a rede Guará, que opera principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza, lançou um aplicativo que permite a venda pela internet. Esta é a tendência do varejo moderno, à qual aderiram as redes S. Luiz e Pinheiro.

Domésticas

Sem similar no mundo, a legislação trabalhista brasileira causa desemprego. Em 2015, foi aprovada a PEC das empregadas domésticas, dando-lhes todas as garantias dos demais trabalhadores. Hoje, 300 mil domésticas, que tinham carteira assinada, não a têm mais. E ganham em média R$ 500 a menos - revela o economista Ricardo Amorim.


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