"A perda do cabelo foi uma das melhores coisas que poderiam ter me acontecido", diz médica cearense

Ana Caroline tem alopecia areata universal, doença autoimune que provoca queda total de cabelo e todos os pelos do corpo. Médica mastologista, ela fala sobre processo de aceitação e como levar a própria condição com orgulho ajuda no processo de pacientes oncológicas

Escrito por Jeritza Gurgel producaodiario@svm.com.br
12 de Março de 2021 - 05:00
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Legenda: Ana Caroline Castro tem orgulho da própria imagem

Ana Caroline, tem 35 anos. Nasceu em Fortaleza e, atualmente, mora em Vila Velha, no Espírito Santo. É médica mastologista, casada desde 2016, mãe do Tomás (o seu anjo da guarda que está no céu) e da Catarina, com 3 meses de vida.  

Vivendo a condição com a total perda dos cabelos, denominada de alopecia universal, compreendeu que ali estava a oportunidade de crescimento e desenvolvimento pessoal.   

Há quem possa dizer que a força da mulher está nos cabelos está completamente equivocado! Carol mostra que uma mulher careca ter mais força que qualquer outra, porque tem uma característica singular: coragem e atitude para ser e se mostrar o que é.  

Quando percebeu que a alopecia fazia parte da sua vida? 

Descobri em julho de 2005. Na verdade, o cabeleireiro notou uma falha no meu couro cabeludo, uma área redonda sem cabelo. Eu não notei, porque tinha muito cabelo na época, mas quando começou a agravar, caia muito mesmo! 

Quais as características dessa doença? 

Alopecia areata. É uma doença auto-imune e o meu organismo não reconhece as células do cabelo. Por exemplo: o meu sistema imunológico combate as células capilares, porque interpreta como células agressoras (como inimigas do organismo). A doença por ser de forma focal (poucos focos apenas no couro cabeludo), difusa (várias áreas do corpo) ou universal, que é o meu caso, em que o cabelo do corpo inteiro cai 

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