Sobe para cinco o total de casos de varíola dos macacos no Ceará

100 casos seguem em investigação no Estado, conforme a Secretaria da Saúde

Escrito por Redação,

Ceará
pessoa com lesões da varíola dos macacos
Legenda: O Ceará já notificou 157 suspeitas de monkeypox
Foto: Shutterstock

O Ceará chegou a cinco casos confirmados de varíola dos macacos nesta sexta-feira (5). Mais uma infecção foi notificada à Secretaria da Saúde (Sesa) em Fortaleza, que agora tem quatro confirmações. A outra pessoa infectada foi em Russas. 

As idades dos pacientes variam entre 26 e 43 anos. Ao todo, 100 casos seguem em investigação no Estado, sendo 99 residentes cearenses. O Ceará já soma 157 notificações de monkeypox, sendo que 52 já foram descartados laboratorialmente. 

Situação em Jati

Em nota, a Secretaria ainda pontuou a situação epidemiológica em Jati, pontuando que há cinco pacientes da mesma família com suspeita de varíola dos macacos: a mãe e quatro filhos com idade entre 6 e 11 anos

"Em todas as notificações foram aplicadas as medidas recomendadas, como isolamento, busca ativa de contatos e coleta de material para exames laboratoriais para elucidação do caso e para diagnóstico diferencial para outras doenças, que estão em processamento. A Sesa tem monitorado o cenário junto às Vigilâncias em Saúde dos Municípios, realizando publicação periódica de notas técnicas atualizadas sobre a monkeypox", diz a Sesa. 

Como se transmite a varíola dos macacos?

Entre humanos, o vírus da varíola dos macacos é transmitido por contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de infectadas, fluidos corporais ou objetos recentemente contaminados. 

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) destaca que “não se sabe se a doença é transmitida por vias sexuais (sêmen ou fluidos vaginais, por exemplo), mas o contato direto da pele com a pele com lesões durante a atividade sexual pode propagar o vírus”.

As principais formas de transmissão da varíola dos macacos são:

  • Contato físico próximo com alguém que tenha sintomas;
  • Contato com as lesões de pele, fluidos corporais e crostas;
  • Tocar em roupas, roupas de cama e toalhas contaminadas;
  • Utilizar talheres que uma pessoa infectada usou;
  • Contato com a saliva contaminada.

“O vírus também pode ser transmitido da mãe ao feto a partir da placenta, ou de um pai infectado para seu filho após o nascimento através do contato da pele a pele”, acrescenta a Opas.

Segundo a organização, não está claro se as pessoas assintomáticas podem propagar a doença.

Segundo o Ministério da Saúde, a monkeypox “é uma doença que exige contato muito próximo e prolongado para transmissão de pessoa a pessoa, não sendo característica a rápida disseminação”. Apesar disso, o vírus tem potencial epidêmico.

É muito importante fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica, para identificação de novos casos e implementação das medidas de isolamento e contenção, assim como o monitoramento de contactantes de casos confirmados.

Quais os sintomas da varíola dos macacos?

Os sinais e sintomas da monkeypox duram de 2 a 4 semanas, conforme a OMS, e desaparecem por conta própria, sem tratamento. 

“Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm o risco de sintomas mais graves e de morte por varíola dos macacos. Profissionais de saúde também estão em maior risco devido à maior exposição ao vírus”, alerta a Opas.

Os principais sintomas da varíola dos macacos são:

  • Lesões na pele (erupções cutâneas);
  • Febre de início súbito;
  • Inchaço dos gânglios, popularmente chamado de “ínguas”;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares e nas costas;
  • Calafrios;
  • Exaustão;
  • Feridas na região genital, no ânus e na boca.

período de incubação do vírus monkeypox é “tipicamente de 6 a 16 dias”, mas pode chegar a 21 dias, como explica o Ministério da Saúde. Ou seja, esse é o período que o paciente pode manter sem sintomas após ter contraído o vírus.

As lesões na pele, principal característica da doença, tendem a se concentrar no rosto, palmas das mãos e solas dos pés. Podem também ser encontradas na boca, genitais e olhos, segundo a OMS.