'Já botamos mais dinheiro' na obra do Porto, diz Camilo
Informações sobre o atraso no repasse dos recursos que garantem a continuação das obras de expansão do Porto do Pecém inquietaram o governador Camilo Santana. Ao ser perguntado sobre o assunto em coletiva na tarde de ontem (4), o governador disparou: "A empresa está reclamando, mas nós já botamos mais dinheiro".
"A informação não é verdadeira (de atraso nos repasses). Deve haver outros interesses por trás daquela matéria e se a construtora está fazendo isso para pressionar o Estado pode ficar certa de que eu não aguento pressão de construtora nenhuma ou de empresa nenhuma contra o governo", continuou Camilo Santana. Segundo o governador, a contrapartida do Estado foi maior do que os recursos destinados pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também financia as obras do porto cearense.
A construtora responsável pela obra confirmou a paralisação, mas evitou dar detalhes e limitou-se a dizer que "cabe ao governo do Estado se pronunciar". Conforme a empresa, os trabalhos na segunda etapa de expansão do Porto foram interrompidos na segunda-feira (4).
A paralisação interrompe a construção do berço de atracação nove e da ponte que ligará a terra firme à área de atracação. A estrutura é aguardado para o escoamento da produção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A primeira previsão indicava a conclusão da obra até dezembro. Contudo, em janeiro, foi informado o novo prazo como sendo o próximo ano.
Dívida e negociação
Durante a coletiva de imprensa, Camilo Santana informou ainda que está em tratativas com o BNDES para equiparar os repasses e seguir a obra. Em nota, a Secretaria da Infraestrutura disse "que, desde fevereiro deste ano, tem havido redução significativa do seu débito". "Segundo a programação financeira em curso, a perspectiva é que, ao final deste mês, o volume de medições em aberto alcance o menor patamar, nos últimos 12 meses, nível esse compatível com a capacidade financeira exigida do consórcio construtor, quando da habilitação ao certame licitatório".