Prefeitura do RJ demite Monique Medeiros, mãe do menino Henry, 5 anos após o crime

Ré pela morte do filho, ela perde o cargo de professora concursada na rede municipal.

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Redação producaodiario@svm.com.br
foto de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. Ela é ré pelo assassinato do filho.
Legenda: Monique era professora da educação básica na rede municipal desde 2010. Mesmo após o crime, ela recebia salário normalmente.
Foto: Agência Brasil.

A Prefeitura do Rio de Janeiro demitiu Monique Medeiros, ré pela morte do filho, o menino Henry Borel, cinco anos após o crime. Com a decisão, ela perde o cargo de professora concursada na rede municipal e deixa de ser servidora.

Monique, que já havia passado por afastamentos e retornos administrativos, foi demitida por processo administrativo disciplinar (PAD).  A conduta da docente foi avaliada pela Secretaria de Educação.

Desde o crime, Monique recebia normalmente o salário como servidora pública municipal.

O último vencimento da ré foi feito em fevereiro. O salário líquido dela era no valor de R$ 2.887, conforme consulta realizada no portal da transparência da administração do Rio. As informações são do portal g1.

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O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, informou que a decisão de afastar a servidora das atividades em escolas ocorreu após ela ser solta pela primeira vez.

“O entendimento é que cabia, sim, a demissão. Eu sempre disse que ela nunca voltaria para a sala de aula. Solicitei ao prefeito (Eduardo) Cavaliere a demissão, com base no Estatuto do Servidor e no código de moral. Ela tratava justamente da atribuição fundamental da vida de um aluno, que é educar e cuidar das nossas crianças”, disse Ferreirinha.

A defesa de Monique argumentou que não teve acesso ao conteúdo do ato que gerou a demissão dela.

"Importante ressaltar que Medeiros confia na Justiça e na correta aplicação das lei por parte da Prefeitura e que analisará o caso para, se possível, apresentar recurso hierárquico ao prefeito da cidade. Em tempo, ressaltar que está disponível ao Secretário Renan Ferreirinha para realizar qualquer esclarecimento necessário, no sentido de reverter a decisão por ele exarada", afirmou o advogado Hugo Novais.

Professora desde 2010

A demissão foi publicada na edição desta quarta-feira (25) do Diário Oficial do município e foi assinada pelo prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD).

Monique era professora da educação básica na rede municipal da cidade desde 2010. O desligamento ocorre dois dias após Monique sair da prisão. Ela estava presa no Rio de Janeiro desde 2023.

A juíza Elizabeth Machado Louro aceitou o pedido da defesa de relaxamento da detenção. "Entendo que, diante de tal quadro processual, a custódia da ré já agora figura-se manifestamente ilegal, por excesso claramente despropositado de prazo na prisão", afirmou a magistrada na decisão.

Relembre o caso

O menino Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, aos quatro anos de idade, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O então vereador Jairinho e a mãe dele, Monique, foram apontados como os autores do crime, embora tenham alegado à Polícia que encontraram a criança já desacordada.

Na versão apresentada pelo casal, a vítima teria morrido após cair da cama. A perícia, no entanto, constatou que a causa da morte de Henry foi laceração hepática.

Julgamento foi adiado para maio

O julgamento do caso Henry Borel foi adiado para 22 de junho após a defesa de Jairinho deixar o Tribunal. Devido à atitude dos advogados, a Justiça do Rio determinou que um defensor público esteja de plantão na próxima sessão para garantir a continuidade do trabalho — caso haja mais uma desistência por parte da defesa do acusado.

Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado e tortura, enquanto Monique é acusada de não ter impedido as agressões contra o filho.

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