Policial que matou mulher em São Paulo é efetivada como soldado
Secretaria da Segurança afirma que a mudança é uma adequação salarial prevista em lei.
A policial militar que efetuou o disparo contra Thawanna da Silva Salmázio na Zona Leste de São Paulo passou pela transição de Aluno-Soldado para Soldado. A policial Yasmin Cursino, que estava em estágio na época do ocorrido, agora faz parte da graduação unificada da corporação.
Sobre a mudança no status da agente, a Polícia Militar afirma que "não houve qualquer promoção da policial citada, que permanece afastada de suas funções. A recente publicação reflete apenas o cumprimento da Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026".
"A nova legislação extinguiu a antiga divisão entre Soldados de 1ª e 2ª Classe, unificando a graduação sob a nomenclatura única de 'Soldado PM'", frisa a PM em um comunicado.
"Dessa forma, o ajuste salarial de R$ 480 trata-se unicamente da equiparação remuneratória automática garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª Classe", argumenta a corporação.
A Polícia Militar adiciona ainda que "não existe a figura de 'estagiário' na instituição; após a fase de Aluno-Soldado, o policial passa diretamente a atuar como Soldado.".
Relembre o caso
O episódio aconteceu em Cidade Tiradentes durante uma patrulha na madrugada. O conflito começou após o braço do marido de Thawanna encostar no retrovisor da viatura, gerando um questionamento por parte dos policiais e uma discussão subsequente.
De acordo com registros de câmeras corporais, a soldado Yasmin saiu do carro e disparou contra o peito da vítima. No vídeo, o soldado Weden Silva Soares questiona a colega: "Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?". Como justificativa, Yasmin alegou ter recebido um tapa no rosto.
Investigação de abusos e demora no socorro
Além disso, conforme apurado pela TV Globo, houve uma espera de mais de 30 minutos entre o tiro e a chegada do resgate, mesmo com postos dos Bombeiros próximos ao local.
O Instituto Médico Legal (IML) indicou que a causa do óbito foi hemorragia interna aguda, agravada pela demora no atendimento médico. No momento do crime, a policial Yasmin não usava câmera corporal.