PCC usava motéis e postos em São Paulo para lavar dinheiro

As investigações foram realizadas pela Receita Federal, Polícia Militar e Ministério Público de São Paulo

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 22:30)
Imagem de viaturas da Polícia Militar de São Paulo para matéria sobre PCC que usava motéis, postos e franquias para lavar dinheiro
Legenda: Operação Spare cumpre 25 mandados de busca e apreensão.
Foto: Divulgação/Policia Militar SP.

Motéis, franquias e postos de combustíveis em São Paulo eram usados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavagem de dinheiro. O esquema foi descoberto após investigações da Receita Federal, da Polícia Militar e do Ministério Público de São Paulo. 

Mais de R$ 450 milhões foram movimentados entre 2020 e 2024, conforme informações reveladas nesta quinta-feira (25). Foram identificados mais de 60 motéis e 400 postos que faziam parte do esquema.

Desse total de postos, 200 estão vinculados diretamente ao empresário Flávio Silvério Siqueira, segundo o Uol. Ele é o principal alvo da Operação Spare, sendo dono de administradora, postos de combustíveis, motéis e empreendimentos imobiliários.

As investigações descobriram o esquema após encontrarem maquininhas de cartão ligadas a um posto em casas de jogos de azar no litoral de São Paulo. Os donos alegaram desconhecer que a conta que recebia os valores

No esquema, empresas do ramo imobiliário compravam e construíam imóveis. Pelo menos 14 empreendimentos foram responsáveis por R$ 260 milhões de 2020 a 2024, de acordo com a Receita Federal.

Veja também

Mandados de busca e apreensão

Em meio às investigações, a Operação Spare cumpre 25 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santo André, Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco. 

Os indícios apontam transações comerciais e imobiliárias entre investigados, segundo o g1. Eles ainda teriam feito uso compartilhado de helicópteros e reservas conjuntas de passagens para viagens internacionais.

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