Mulher arrastada na Tietê passa por nova amputação nas pernas

Tainara Souza será submetida a uma cirurgia delicada quase um mês após o crime.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Tainara Souza passará por nova amputação, agora na altura da coxa, para possibilitar a reconstrução de parte dos glúteos.
Legenda: Tainara Souza passará por nova amputação, agora na altura da coxa, para possibilitar a reconstrução de parte dos glúteos.
Foto: Reprodução/X.

Quase um mês após ser atropelada e arrastada pelo ex-companheiro na Marginal Tietê, em São Paulo, Tainara Souza Santos, de 30 anos, passará por uma nova cirurgia nesta segunda-feira (22).

De acordo com a mãe da vítima, o procedimento envolve uma nova amputação, agora na altura da coxa, para possibilitar a reconstrução de parte dos glúteos

“De todas as cirurgias, os médicos falaram que essa vai ser a mais desafiadora, delicada e demorada”, afirmou a mãe de Tainara nas redes sociais. Ainda segundo a família, a jovem também deve passar por uma traqueostomia para retirada do tubo respiratório. O estado de saúde dela é considerado estável.

Tainara teve as duas pernas amputadas após ser arrastada por mais de um quilômetro. O suspeito do crime, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no dia 30 de novembro em um hotel na zona leste da capital paulista.

Crime foi registrado por câmeras

Câmeras de segurança flagraram o momento em que Tainara é atingida e arrastada por um carro preto. Nas imagens, ela aparece caminhando com outro rapaz quando é atropelada. Ao portal Metrópoles, a amiga de infância Letícia Dias contou que uma das amputações ocorreu ainda durante o arrastamento.

“O médico tentou recuperar o [pé] que estava dilacerado, só que não deu. Infelizmente, teve que tirar as duas pernas”, relatou. Segundo ela, os procedimentos foram realizados em alturas diferentes e, apesar de um inchaço no cérebro, exames não indicaram gravidade no quadro neurológico.

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Versão do suspeito é contestada

Durante o interrogatório, Douglas afirmou estar arrependido e alegou não conhecer Tainara. Ele disse que estava em um bar, se envolveu em uma briga e, ao sair do local e fazer uma manobra, acabou atropelando a vítima. Segundo o depoimento, ele não teria percebido que Tainara estava sob o veículo.

A versão, no entanto, foi rebatida pela polícia. As investigações apontam que Douglas conhecia Tainara e teria agido por ciúmes, sem aceitar o fim de um relacionamento casual. De acordo com a polícia, ele não parou o carro durante o arrastamento, e a vítima só conseguiu se soltar quando o corpo se desprendeu do veículo.

Após o crime, Douglas teria escondido o carro, buscado orientação jurídica e se hospedado em um hotel, onde foi localizado e preso. No momento da abordagem, ainda tentou agredir um policial e acabou baleado no braço.

Amigos e familiares descrevem Tainara como uma mulher alegre, ativa e cheia de planos. “Tudo que ela puder aproveitar dessa vida, ela aproveita”, disse Letícia. O irmão da vítima, Luan, também destacou o perfil da jovem: “Ela é uma menina alegre. Gosta de sair, curtir, não arruma briga, é querida, faz todo mundo sorrir”.

A família e a defesa afirmam que seguirão lutando para que o caso não fique impune. Os advogados de Tainara reforçaram, em nota, que “a Justiça será feita”.

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