Dentista é preso no RS suspeito de agredir namorada e obrigá-la a fazer tatuagens pelo corpo

Homem teria mantido a companheira em cárcere privado na cidade de Itapema, em Santa Catarina.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Montagem com duas fotos mostra uma pessoa com as mãos algemadas para trás sendo conduzida por agentes da Polícia Civil, em área externa de prédio residencial; os policiais aparecem de costas, com a identificação “Polícia Civil” nas camisetas.
Legenda: Homem foi preso após boletim de ocorrência ser registrado pela mulher no Rio Grande do Sul.
Foto: Divulgação/Polícia Civil do RS.

Um dentista de 40 anos foi preso na cidade de Itapema, em Santa Catarina, nesta terça-feira (14), suspeito de manter a própria namorada em cárcere privado e obrigá-la a fazer mais de 10 tatuagens com o nome dele pelo corpo.

As investigações do caso tiveram início no último dia 3 de abril, na cidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A mulher vítima das agressões havia fugido de Santa Catarina para o Rio Grande do Sul, onde registrou o Boletim de Ocorrência sobre o caso.

Segundo a mulher, que não teve a identidade revelada, ela teria sido submetida a diversas agressões, tanto físicas como psicológicas e morais. Além disso, teria sido impedida de deixar a residência em que morava com o companheiro.

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No depoimento, ela relatou ter recebido diversas ameaças de morte, além de ter sido proibida de acessar o próprio celular ou qualquer dispositivo com internet.

A fuga do local ocorreu após o homem suspeito das agressões ingerir medicação para dormir.

À polícia, a vítima teria mostrado as dez tatuagens feitas por ela no corpo com o nome do homem, uma delas no pescoço, assim como expôs diversos machucados causados por ele.

Suspeito foi preso em casa

O suspeito dos crimes também não foi identificado e já possui antecedentes criminais por ocorrências de ameaça, lesão corporal e cárcere privado. Outras mulheres relataram contextos de violências administradas por ele em diferentes relacionamentos. 

Nas buscas realizadas pela polícia, conduzidas no endereço em que ele morava e no consultório odontológico dele, foram apreendidas duas armas de fogo, dispositivos eletrônicos e outros elementos para serem utilizados na investigação.

O homem, entretanto, permaneceu em silêncio durante o depoimento concedido à polícia. 

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