Brasil chega à marca de 600 mil mortes por Covid-19; Ceará registra 24,2 mil óbitos

País atinge patamar enquanto pandemia vem desacelerando no País, com média de 438 mortes por dia pela doença. Em junho, média chegava a 2 mil

Manifestantes vestindo preto, em memória das vítimas da Covid-19 na Praça dos Três Poderes, em Brasília
Legenda: Manifestantes realizaram ação em memória das vítimas da Covid-19 na Praça dos Três Poderes, em Brasília
Foto: Pedro França/Agência Senado

Mesmo com a melhora nos índices da pandemia, o Brasil atingiu o patamar de 600 mil mortes por Covid-19, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS) nesta sexta-feira (8). Dos 600.425 óbitos acumulados desde o início da pandemia, 24.296 foram registrados no Ceará.

Quando o País chegava à marca de 500 mil mortes pela doença, em junho deste ano, a média era de 2 mil óbitos por dia. Agora, a média de óbitos diária caiu para 438.

Apesar da desaceleração da pandemia, impulsionada pela maior cobertura vacinal da população, o Brasil ainda deve manter o alerta, pois é o 3º país a contabilizar maior média diária de novas mortes pelo coronavírus no mundo.

O país fica atrás somente dos Estados Unidos e da Rússia, aponta levantamento do consórcio de veículos de imprensa, que reúne G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL. 

Além de somar 18.172 novos casos em 24 horas, o Brasil também registrou 615 óbitos em igual período.

Imunização no Brasil

Até o momento, 57,7% da população brasileira foi vacinada com a dose única ou está totalmente imunizada.

No Ceará, foram aplicadas 6.293.467 primeiras doses (D1), 3.918.371 segundas doses (D2) e 164.606 doses únicas das vacinas contra o coronavírus, até essa quinta-feira (7). 

"Triste marca"

Em nota divulgada nesta sexta, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) se referiu às mais de 600 mil mortes por Covid como uma "triste marca" que se reflete não somente em famílias enlutadas, como ainda em "fardos" sobre aqueles que sobreviveram, mas com sequelas da doença. 

Além de destacar o "esforço gigantesco" desempenhado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para arrefecer os danos à saúde na pandemia, o Conselho também defendeu como necessário existir "um debate adequado sobre o orçamento da saúde para 2022".

"Progredir nas políticas públicas de saúde não será possível com menos recursos para a saúde e sem a indispensável união entre todos", acrescentou o Conass. 

Em entrevista coletiva para anunciar o planejamento da campanha de imunização no próximo ano, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também manifestou solidariedade às famílias que perderam parentes para a Covid no Brasil.

"Muito importante registrar nossa solidariedade aos que perderam seus entes queridos para essa doença. Estamos trabalhando fortemente para que o sistema de saúde dê as respostas necessárias para a nossa população", disse o ministro.

 

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