Reino Unido alerta para pancreatite e mortes associadas a Wegovy e Mounjaro

Agência reguladora britânica afirma que médicos e pacientes precisam estar cientes sobre o risco.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto de Mounjaro.
Legenda: Alertas de natureza semelhante já haviam sido reportados anteriormente nos Estados Unidos.
Foto: Reprodução / Conselho Federal de Farmácia.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) emitiu um comunicado alertando sobre casos de inflamação severa no pâncreas e óbitos relacionados ao uso dos medicamentos para obesidade Wegovy e Mounjaro. 

Conforme a agência, embora episódios graves sejam considerados raros, é fundamental que pacientes e profissionais médicos estejam devidamente informados sobre esses riscos.

Entre os anos de 2007 e 2025, o órgão regulador britânico contabilizou cerca de 1,3 mil notificações de condições associadas a esses fármacos, as quais incluem 19 mortes e 24 registros de pancreatite necrosante. Aproximadamente 25 milhões de embalagens dessas medicações foram distribuídas no Reino Unido nos últimos cinco anos.

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As recomendações de segurança aplicam-se a remédios que mimetizam o hormônio intestinal GLP-1, como o Wegovy, e também aos que imitam o hormônio GIP, caso do Mounjaro. 

Alertas de natureza semelhante já haviam sido reportados anteriormente nos Estados Unidos. Apesar das notificações, as autoridades mantêm a avaliação de que o perfil de benefício-risco desses produtos à base de GLP-1 continua positivo.

Orientações para pacientes e médicos:

Indivíduos em tratamento devem procurar auxílio médico imediato se sentirem dor abdominal intensa e persistente, especialmente se a dor irradiar para as costas ou vier acompanhada de náuseas e vômitos.

É recomendado que médicos questionem pacientes com tais sintomas sobre o uso dessas substâncias, visto que aquisições feitas na rede privada podem não constar no histórico do Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A Eli Lilly informou que a inflamação do pâncreas pode afetar até 1 em cada 100 usuários e orientou que pessoas com histórico de pancreatite consultem médicos antes de iniciar o uso do Mounjaro. 

A farmacêutica ressaltou ainda que "leva a sério os relatos relacionados à segurança dos pacientes e que trabalhará com os prescritores para garantir que eles disponham de informações de segurança adequadas".

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