Policial atira em imigrante durante operação em Minneapolis, nos EUA
O homem, natural da Venezuela, ainda conseguiu fugir de operação.
Um policial federal atirou na perna de um homem, na noite de quarta-feira (14), durante uma operação de abordagem de trânsito em North Minneapolis, nos Estados Unidos. O caso intensificou ainda mais os protestos já em curso na cidade contra a presença agentes federais do ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega.
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), em publicação na rede social "X", agentes federais do ICE estavam realizando uma “abordagem de trânsito direcionada” quando o homem, que teria entrado no país de forma irregular e seria venezuelano, fugiu em alta velocidade, colidiu com um veículo estacionado e seguiu a pé.
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Ao ser alcançado por um oficial, teria começado uma luta corporal e, conforme o departamento, dois outros indivíduos saíram de um apartamento e atacaram o policial com uma pá de neve e um cabo de vassoura.
"Temendo por sua vida e segurança enquanto era emboscado por três pessoas, o policial disparou tiros defensivos para defender sua vida", disse o DHS em comunicado.
O homem foi atingido na perna e, segundo o órgão, tanto ele quanto o policial foram levados a hospitais locais, com ferimentos sem risco de morte. Os dois outros suspeitos que teriam atacado o agente foram detidos.
Testemunhas e autoridades locais relataram que, após o disparo, os três envolvidos retornaram para o interior do apartamento e fizeram uma barricada, o que exigiu a intervenção de agentes federais.
Mulher foi morta em ação policial
O episódio ocorre em meio a uma onda de mobilizações na cidade, iniciada em 7 de janeiro, quando Renée Nicole Good, 37 anos, foi morta por um agente da ICE ao tentar sair de uma zona onde estava ocorrendo outra ação de fiscalização federal — um caso cuja versão oficial de autodefesa tem sido contestada por líderes locais e evidências em vídeo.
Moradores e manifestantes se reuniram nas imediações do local do novo tiroteio, confrontando autoridades com fogos de artifício, pedras e protestos contra o que consideram uma presença exagerada de forças federais.