Pfizer indica que 3ª dose de sua vacina contra a Covid-19 pode ser necessária daqui um ano

Anteriormente, o diretor da célula anti-covid do governo americano também havia declarado que os americanos deveriam esperar receber uma injeção de reforço da vacina

Frascos da vacina
Legenda: A aliança Pfizer/BioNTech havia anunciado, em fevereiro, que estudava os efeitos de uma terceira dose de sua vacina variante em um estudo clínico
Foto: Shutterstock

As pessoas que receberam a vacina contra a Covid-19 da Pfizer "provavelmente" precisarão de uma terceira dose dentro de seis meses a um ano e, em seguida, provavelmente uma injeção a cada ano, indicou o chefe da empresa. No Brasil os imunizantes da farmacêutica estão previstos para chegarem ainda neste mês de abril. 

"Uma hipótese provável é que seja necessária uma terceira dose, entre seis e 12 meses, e, a partir daí, será necessário se vacinar todos os anos, mas tudo isso tem que ser confirmado", destacou o CEO da Pfizer, Albert Bourla em declarações divulgadas nesta quinta-feira pela CNBC.

“Por outro lado, as variantes terão um papel fundamental”, acrescentou. “É extremamente importante minimizar o número de pessoas vulneráveis ao vírus”, continuou Bourla.

Anteriormente, o diretor da célula anti-covid do governo americano também havia declarado que os americanos deveriam esperar receber uma injeção de reforço da vacina, para se protegerem das variantes de coronavírus em circulação.

“Neste momento, não sabemos tudo”, reconheceu o doutor David Kessler em audiência perante legisladores norte-americanos. "Estamos estudando a duração da resposta dos anticorpos", explicou.

A aliança Pfizer/BioNTech havia anunciado, em fevereiro, que estudava os efeitos de uma terceira dose de sua vacina variante em um estudo clínico. Administrada em duas doses, essa vacina, assim como a da Moderna, usa uma tecnologia inovadora de RNA mensageiro, nunca antes usada na vida real.

No momento, essas duas vacinas são as que funcionam melhor, com a vacina Pfizer/BioNTech apresentando 95% de eficácia contra a Covid-19 e a Moderna, 94,1%, de acordo com estudos clínicos

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