Pfizer diz que vacina tem eficácia alta contra a variante sul-africana do coronavírus

Embora os dados indiquem uma proteção de 100%, os números são preliminares e a amostra é considerada pequena para conclusões

Vacina da Pfizer
Legenda: Todos os registros da doença nos estudos na África do Sul ocorreram no grupo do placebo, ou seja, o que não recebeu a vacina.
Foto: Justin Tallis / AFP

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTech é eficaz contra a variante do coronavírus identificada na África do Sul, disse a farmacêutica nesta quinta-feira (1). 

De acordo com a empresa, os estudos realizados com o imunizante no país identificaram nove casos da Covid-19 com sintomas entre os 800 participantes – todos os registros da doença ocorreram no grupo do placebo, ou seja, que não recebeu a vacina. 

Os cientistas concluíram que seis dessas infecções foram causadas por vírus com linhagem B.1.351, hoje predominante no país.

Embora os dados indiquem uma proteção de 100% contra a variante, os números são preliminares e a amostra é considerada pequena para permitir conclusões definitivas.

"Esses dados confirmam resultados anteriores que demonstraram que a vacina BNT162b2 induz uma resposta robusta de anticorpos neutralizantes da variante B.1.351", diz a companhia na nota.

A Pfizer e a BioNTech anunciaram ainda que a vacina BNT162b2 mantém eficácia de 91,3% contra o coronavírus mesmo após seis meses depois da aplicação da segunda dose. 

Mais de 12 mil participantes foram vacinados no estudo com o imunizante para se chegar nesse resultado. 

As empresas afirmam que nenhum problema sério de segurança foi detectado nos mais de 44 mil participantes do estudo. Países como Estados Unidos e Israel já usam a vacina BNT162b2.