Pai de influencer que imitou macaco no RJ refaz gesto menos de 24h após filha voltar à Argentina

Empresário também afirmou que foi ele quem pagou a fiança para que a filha responda ao processo em liberdade.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Na imagem, foto de baixa resolução capturada de um vídeo em um ambiente interno, possivelmente um restaurante ou bar. No centro, um homem de pele clara, vestindo uma camisa polo azul-marinho e calças claras, está em uma pose curvada com os joelhos dobrados e braços abertos para os lados. Ele tem uma expressão facial de surpresa ou exclamação, com a boca aberta. Outras pessoas aparecem parcialmente desfocadas em primeiro plano e ao fundo, sugerindo um momento de movimento ou interação social.
Legenda: Imagens foram divulgadas por um site argentino, e mostram o empresário em uma saída noturna.
Foto: Reprodução/Redes sociais.

A família da influenciadora e advogada argentina Agostina Páez - que passou a responder por injúria racial na Justiça brasileira após divulgação de um vídeo, em janeiro deste ano, no qual surge fazendo gestos relacionados a um macaco em direção a funcionários de um bar em Ipanema (RJ) - está envolvida em nova polêmica. Desta vez, o pai da influencer.

O empresário Mariano Páez foi filmado durante a madrugada desta sexta-feira (3) em um bar do centro da província de Santiago del Estero, na Argentina, fazendo gestos semelhantes aos de um macaco e dizendo que sente “asco pelo Estado". O detalhe que mais chama atenção é que o acontecimento se deu menos de 24 horas de a filha voltar ao país natal.

Segundo o g1, as imagens foram divulgadas por um site argentino, e mostram o empresário em uma saída noturna acompanhado da companheira. Em determinado momento, ele grita e imita um macaco.

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Em outra gravação, Mariano Páez afirma que foi ele quem pagou a fiança de US$ 18 mil para que a filha respondesse ao processo em liberdade, e que ele não recebeu dinheiro público. “Eu tenho asco do Estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco…”, diz.

Filha publicou posicionamento

Conforme o jornal La Nación, o empresário afirmou que as gravações foram feitas com uso de inteligência artificial. Agostina, por sua vez, demonstrou abatimento com a repercussão do vídeo. A advogada publicou um posicionamento nas redes sociais em que se desvincula das atitudes do pai.

Na imagem, captura de tela de um
Legenda: No post, Agostina escreveu: 'O que se vê é lamentável e eu repudio completamente'.
Foto: Reprodução/Redes sociais.

No post, escreveu: “O que se vê é lamentável e eu repudio completamente. Eu me responsabilizo pelo que fiz: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelos meus próprios atos”.

Acrescentou ainda que não tem "absolutamente nada a ver com isso". "Eu estava em casa, acompanhada de amigos que estiveram ao meu lado durante todo esse tempo”. Na sequência, disse que o pai esteve presente durante o período difícil que enfrentou, mas ressaltou que não pode ser responsabilizada pelas atitudes dele.

Relembre o caso

Após ser filmada fazendo gestos de injúria racial contra funcionários de um estabelecimento no Rio de Janeiro, Agostina Páez foi detida e permaneceu por mais de dois meses no Brasil, sob monitoramento com tornozeleira eletrônica.

A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que a argentina, ré por injúria racial, retirou a tornozeleira eletrônica na terça-feira (31) após receber permissão da Justiça. 

Na imagem, montagem com duas fotos lado a lado mostrando o flagrante de uma mulher em uma rua urbana. À esquerda, a mulher aparece de perfil, vestindo um top branco frente única e shorts jeans curtos; ela está com o corpo levemente inclinado para frente e as mãos próximas aos quadris. Atrás dela, outra mulher com o rosto desfocado estende o braço. À direita, a mesma mulher de top branco é vista caminhando e olhando para trás com uma expressão de deboche ou riso, segurando um celular na mão. O cenário ao fundo mostra portas de estabelecimentos fechadas e uma planta em um vaso.
Legenda: Agostina foi filmada fazendo gestos de injúria racial contra funcionários de um bar no RJ.
Foto: Reprodução/Redes sociais.

Ela retornou ao país natal nessa quarta (1º) após a defesa obter um habeas corpus e o pagamento do valor de fiança estabelecido pela Justiça do Rio de Janeiro. Responderá ao processo em liberdade. 

Na chegada ao aeroporto de Buenos Aires, falou com jornalistas e se encontrou com a senadora Patrícia Bullrich, ex-ministra de Segurança Nacional do governo de Javier Milei, uma das representantes da direita do país. O encontro foi registrado com uma selfie postada pela ex-ministra em uma rede social.

Agostina definiu o que passou no Brasil como um "calvário", mas se disse arrependida por sua "reação", no episódio de gestos e palavras racistas. "Apesar do contexto, me arrependo de ter reagido desta maneira, mas agora estou aqui".

Declarou ainda não ser racista. "Há uma lei no Brasil que é muito severa", disse aos jornalistas. "Nunca contaram a minha parte da história e sou inimiga pública no Brasil". Além disso, aconselhou os viajantes que conheçam os contextos das leis no Brasil.

Durante uma audiência em março, Agostina pediu desculpas para os três funcionários do bar pelos gestos racistas. O Ministério Público defendeu uma “reparação financeira pelo dano moral” às vítimas no valor de 120 salários mínimos, ou R$ 190.452.

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