Conheça o ‘avião militar invisível’ e mais caro do mundo usado pelos EUA

O avião controlado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos ganhou destaque após ser usado em ataque ao Irã

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Redação producaodiario@svm.com.br
Cinco aeronaves da Força Aérea dos EUA que escoltaram o avião de Putin nos EUA
Legenda: B-2 Spirit foi uma das aeronaves que fez a escolta do avião que levou Putin a encontro com Trump
Foto: Andrew Caballero-Reynolds / AFP

Em visita aos Estados Unidos, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi escoltado por uma das aeronaves militares mais avançada dos Eua, o B-2 Spirit – bombardeiro das Forças Aéreas do país. 

Com um custo para produção de US$ 2,1 bilhões, ele é chamado de "avião militar invisível" por conseguir ficar indetectável aos radares convencionais, atravessando sistemas sofisticados de defesa aérea. 

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Ele possui ainda a capacidade de atingir com precisão alvos fortificados. A habilidade foi usada recentemente, quando os EUA usou o B-2 Spirit para destruir instalações do programa nuclear do Irã usando bombas "destruidoras de bunkers". As informações são do g1. 

O uso do avião para a escolta de Putin, que se encontrou com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta sexta-feira (15), se torna mais simbólica porque o B-2 Spirit foi desenvolvido justamente no período da Guerra Fria – conflito geopolítico entre os EUA e a União Soviética. 

Contudo, após a queda do governo soviético, houve uma redução na produção desta categoria de aeronave pelo Pentágono, resultado na fabricação de apenas 21 unidades, que hoje ficam alocadas em base na região central dos EUA. 

Importância na estratégia nuclear dos EUA

A tecnologia de ponta, combinando alcance, precisão e furtividade, tornou o B-2 uma das peças-chave na estratégia nuclear dos Estados Unidos. 

A aeronava pode carregar até 16 bombas nucleares B83, o que permite realizar ataques estratégicos com potencial de destruição em massa. 

O equipamento possui ainda uma capacidade de carregar uma grande quantidade de equipamento, como bombas bombas GBU-57A/B, conhecidas como "bunker buster", com 13 toneladas cada. Esse tipo de munição é guiado por GPS, pode adentrar em concreto armado, possibilitando a destruição de bunkers reforçados. 

Tambem podem ser transportadas no B-2 Spirit:

  • JDAMs (Joint Direct Attack Munitions): bombas guiadas por GPS para ataques de alta precisão;
  • JSOWs (Joint Standoff Weapons): bombas planadoras que permitem ataques a longa distância;
  • JASSMs (Joint Air-to-Surface Standoff Missiles): mísseis de longo alcance com tecnologia furtiva, capazes de atingir alvos a mais de 800 km.

No total, a aeronave pode transportar mais de 18 toneladas de armamentos, o bombardeiro pode lançar armas convencionais e nucleares. O equipamento pode ainda voar mais de 11 mil quilômetros sem reabastecimento, permitindo alcance global de ataques envolvendo o B-2.

Por dentro da aeronave

O jornalista estadunidense Naveed Jamali, ex-militar e ex-agente do FBI, teve acesso aos hangares onde ficam estacionados os B-2 e pode visitar a cabine da aeronave, fazendo um voo de treinamento. O material foi publicado no canal Unconventional, da revista americana "Newsweek".

Os B-2 ficam na base militar Whiteman, localizada a 115 km de Kansas City. A região é central nos EUA, permitindo que as aeronaves cheguem em tempo razoável tanto na Costa Leste como na Costa Oeste dos EUA. 

Ao chegar ao hangar do B-2, é possível ver uma sinalização de que o acesso só é permitido com autorização do Pentágono e que é "o uso de força letal é permitido" no local em caso de descumprimento. 

Com missões que duram até 40 horas, a cabine do B-2 é equipada para que os dois tripulantes – capacidade máxima da aeronave – possam comer, dormir e fazer as suas necessidades. 

Segundo a descrição do jornalista, a aeronave conta com assentos para os militares, projetados para ejetar e, portanto, desconfortável. Logo atrás deles, há um espaço para que seja possível estender um saco de dormir e um colchão inflável. 

Também existe um forno de micro-ondas na cabine para refeições do comandante e do piloto da missão. 

Dentro do espaço existe ainda uma "espécie de banheiro químico" para a tripulação, equipada com equipamentos como urinol masculino, feminino e até uma "fralda" para cada ocupante.

Por último, o jornalista descreve a existência de um pequeno aromatizador de ambiente, semelhante aos usados em automóveis. O motivo é tentar deixar o ambiente mais agradável, já que missões longas podem acabar deixando a cabine com um cheiro ruim.