Caso Gabby Petito: Polícia usa mergulhadores para encontrar noivo desaparecido

Segundo o FBI, Brian Laundrie estaria ocultando informações importantes sobre o caso de assassinato da jovem

Legenda: Áudio gravado pela polícia revela que noivo agrediu a jovem com 'socos e tapas' antes dela desaparecer
Foto: reprodução/Instagram

As buscas por Brian Laundrie, noivo da influenciadora digital Gabrielle 'Gabby' Petito, encontrada morta, entraram no sexto dia nesta quinta-feira (23) nos Estados Unidos. Uma equipe de mergulhadores se juntou ao FBI e à Polícia, que usam cães farejadores, barcos e helicópteros para encontrar o jovem de 23 anos.

As equipes de buscas estavam concentradas na reserva Carlton, região pantanosa com crocodilos no estado da Flóriada, mas nenhuma pista foi encontrada no local até o momento, informou um porta-voz na noite de quarta-feira (22).

Segundo portal G1, as autoridades norte-americanas não divulgaram por que estão convencidas de que Laundrie pode estar na reserva natural, que possui mais de 9,7 mil hectares e fica localizada próximo à casa da família. 

Segundo a polícia North Port, os pais do jovem não relataram o desaparecimento dele até o dia 14, três dias depois que o viram pela última vez. 

Antes de desaparecer, ele informou aos parentes que estava indo fazer uma caminhada sozinho na reserva. 

A casa dos pais de Laundrie foi alvo de buscas na semana passada, e policiais foram vistos carregando caixas de papelão em uma van e apreendendo um Ford Mustang prata.

Brian Laundrie e Gabby Petito
Legenda: O casal saiu de casa em julho para atravessar os EUA em uma van. Eles compartilhavam a aventura nas redes sociais
Foto: reprodução/Instagram

Restos mortais correspondentes à Gabby Petito foram encontrados no Parque Nacional Grand Teton, em Wyoming, no último domingo (19). Na terça-feira (21), a perícia confirmou que o corpo era da jovem de 22 anos e que ela foi assassinada

A influenciadora e o noivo Brian Laundrie saíram da casa dos pais em julho para atravessar os Estados Unidos em um van. Eles compartilhavam momentos da viagem nas redes sociais.

Desaparecimento 

Petito estava desaparecida desde o dia 11 de setembro. Os pais dela procuraram a polícia após a filha parar de responder ligações e mensagens de texto por vários dias. 

No dia 1º de setembro, Laundrie retornou sozinho para a casa dos pais, em North Port, Florida, na van da noiva. Desde que voltou, ele se negou a conversar com os investigadores sobre o paradeiro da influenciadora. 

O rapaz foi declarado "pessoa de interesse" (termo informalmente usado nos EUA para designar um suspeito ou uma pessoa que possa ter relação com algum caso em investigação) no caso, mas não foi acusado de nenhum crime. O FBI acredita que ele estaria ocultando informações importantes sobre o caso.

Violência doméstica

Gabby Petito e Brian Laundrie
Legenda: Gabby Petito e Brian Laundrie viajavam os Estados Unidos juntos desde julho deste ano
Foto: reprodução/Instagram

Duas semanas antes da influenciadora Gabrielle 'Gabby' Petito desaparecer, a polícia da cidade de Moab, em Utah, Estados Unidos, foi chamada para atender um possível incidente de violência doméstica, no dia 12 de agosto, envolvendo a jovem de 22 anos e o noivo, Brian Laundrie, de 23. 

Uma testemunha ligou para central de emergências norte-americana, o 911, para denunciar uma briga do casal. Na ligação, a testemunha declarou que viu Laundrie deferir "socos e tapas" na noiva. 

O áudio da ocorrência foi obtido pela emissora Fox News, e divulgado nesta segunda-feira (20). No diálogo, um policial questiona: "Ele deu tapas nela?". E a testemunha responde: "Sim, e então paramos. Eles correram para cima e para baixo na calçada. Ele começou a bater nela, entrou no carro e eles foram embora", descreveu.

Nas imagens da câmera corporal usada por um dos agentes de segurança que atenderam a ocorrência, a influenciadora aparece chorando e reclamando sobre a saúde mental para os policiais. Ela também disse que o casal vinha discutindo com mais frequência. 

No entanto, não houve registro de ocorrência. O agente de segurança que fez a abordagem escreveu no relatório que "o motorista da van, um homem, teve algum tipo de discussão com a mulher".

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