Após Rússia pedir soltura de Maduro, Trump critica Putin: 'Ele está matando gente demais'

Declaração do presidente dos EUA foi dada neste sábado, depois dos ataques a Venezuela que resultaram na captura de Nicolás Maduro.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Vladimir Putin e Donald Trump em agosto de 2025, em uma conferência realizada no Alaska.
Legenda: Vladimir Putin e Donald Trump em agosto de 2025, em uma conferência realizada no Alaska.
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP.

Horas após o Ministério das Relações Exteriores da Rússia se manifestar publicamente contra a captura de Nicolás Maduro, o presidente norte-americano Donald Trump criticou o líder russo Vladimir Putin pelo "banho de sangue" que ele tem promovido na Ucrânia.

As declarações foram feitas durante uma coletiva em Mar-a-Lago, neste sábado (3), quando Trump detalhava a operação militar que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Ao ser questionado se havia discutido o tema com o presidente Putin, Trump negou e rebateu: "Não estou feliz com Putin. Ele está matando gente demais", declarou.

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Trump destacou que a guerra na Ucrânia começou antes de sua gestão e se transformou em um "banho de sangue". Ele afirmou que achou que seria mais fácil dar um fim à guerra após o início das negociações com Ucrânia e Rússia e atribuiu a responsabilidade do conflito não só a Putin, mas também a Joe Biden, ex-presidente dos EUA, e a Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia.

Rússia já havia apoiado Venezuela publicamente

O comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo destacou que, no momento atual, é necessário "evitar uma nova escalada e concentrar esforços para encontrar uma saída por meio do diálogo" e que as atitudes do governo dos EUA deveriam ser reconsideradas.

"Pedimos firmemente às autoridades americanas que reconsiderem sua postura e libertem o presidente legalmente eleito do país soberano e sua esposa", ressalta o comunicado.

O ministério categorizou a captura de Maduro como "um ato de agressão armada contra a Venezuela (...) profundamente preocupante e condenável". "Os pretextos utilizados para justificar tais ações são insustentáveis", segue o comunicado.

Essa não foi a primeira vez que o Kremlin apoiou publicamente o regime de Nicolás Maduro. Há uma semana, o governo russo confirmou que Vladimir Putin havia falado com o presidente venezuelano por telefone e oferecido apoio da Rússia em meio ao aumento das tensões com os EUA.