Vacina experimental contra o câncer se mostra eficaz estimulando sistema imunológico, diz estudo

As células tumorais foram reconhecidas e as células de defesa reagiram, conforme os pesquisadores

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Redação producaodiario@svm.com.br
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Legenda: A nova vacina vem sendo combinada com medicamentos já usados no processo de imunoterapia, como o anti-PD-1, parte essencial para a defesa do organismo.
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Um novo estudo sobre a vacina experimental de mRNA desenvolvida por cientistas nos Estados Unidos para combater o câncer foi publicado na revista Nature Biomedical Engineering, na última semana. De acordo com a publicação, o imunizante consegue estimular o sistema imunológico de forma ampla.

O passo importante do estudo veio após camundongos usados na pesquisa terem tumores eliminados. É como se o corpo respondesse a um vírus, explicam os pesquisadores.

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As células tumorais foram reconhecidas e as células de defesa reagiram: "a grande surpresa é que uma vacina de mRNA, mesmo sem ter como alvo um câncer específico, conseguiu gerar uma resposta imune com efeitos anticâncer bastante significativos", explicou o oncologista pediátrico Elias Sayour, líder do estudo e pesquisador da UF Health.

A nova vacina vem sendo combinada com medicamentos já usados no processo de imunoterapia, como o anti-PD-1, parte essencial para a defesa do organismo.

TIPO DE CÂNCER AGRESSIVO

A combinação foi testada nos animais com um tipo agressivo de câncer de pele, o melanoma. Os resultados promissores animaram os pesquisadores, que dizem também terem tido resultados positivos em casos de câncer ósseo e cerebral.

A tecnologia é similar à usada para produzir as vacinas contra Covid, comercializadas pela Pfizer e Moderna.

São usadas moléculas de RNA mensageiro envoltas em nanopartículas lipídicas para levar instruções às células e gerar resposta imunológica.

Agora, os cientistas tentam aprimorar a formulação e viabilizar os testes em pacientes: "Poderíamos despertar a resposta imune do próprio paciente contra seu tumor. Se isso for validado em humanos, terá implicações profundas no tratamento do câncer", disse Mitchell.

 

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