Novo sensor de glicemia usa inteligência artificial para prever quedas de açúcar

Sensor Accu-Chek SmartGuide possui uma tecnologia inédita para pacientes com diabetes.

Escrito por
Beatriz Rabelo beatriz.rabelo@svm.com.br
Imagem de uma mulher diabética com sensor para matéria sobre novo sensor de glicemia usa inteligência artificial para prever quedas de açúcar.
Legenda: Sensor ajuda a monitorar os níveis de açúcar no sangue ao longo do dia.
Foto: Divulgação/Roche Brasil.

Para quem teme sofrer uma hipoglicemia noturna ou precisa acordar diversas vezes na madrugada para checar os níveis de glicose no sangue, a possibilidade de ter um sensor capaz de antecipar essas quedas pode soar como um alívio. O sensor Accu-Chek SmartGuide, desenvolvido pela Roche Diagnóstica Brasil, surge como uma tecnologia inédita que utiliza inteligência artificial para prever possíveis quedas de açúcar no sangue. 

Essa novidade foi projetada para uso contínuo de até 14 dias, sendo resistente à água e capaz de realizar leituras automáticas a cada cinco minutos. Além disso, o sensor foi desenvolvido a partir de: 

  • Identificação de padrões;
  • Aprendizado com dados;
  • Previsões a partir dos padrões aprendidos.

Imagem do sensor de glicose Accu-Chek para matéria sobre novo sensor de glicemia usa inteligência artificial para prever quedas de açúcar.
Legenda: Novo Accu-Chek foi projetado para uso contínuo de até 14 dias.
Foto: Divulgação/Roche Brasil.

A gerente de Marketing da Roche, Vanessa Brito, destacou que a inteligência artificial do Accu-Chek SmartGuide surgiu de um processo de "machine learning", treinado com milhares de dados reais de pacientes.

“A tecnologia foi ensinada a reconhecer padrões de comportamento da glicose e a prever o que pode acontecer a partir deles. Com base nesse aprendizado, ela detecta tendências de queda ou aumento e emite alertas personalizados para cada pessoa”.
Vanessa Brito
Gerente de Marketing da Roche

Durante evento de lançamento do produto, na quinta-feira (24), em São Paulo, Vanessa explicou que logo estará disponível nas farmácias brasileiras. Ainda não há informações sobre o valor dessa nova tecnologia. No entanto, os usuários já podem se cadastrar na lista de pré-lançamento

Veja também

Qual a diferença dos sensores tradicionais?

O médico Marcio Krakauer, que acompanha a reação de pacientes a diversos tipos de sensores, explicou que o novo dispositivo atua de forma preditiva. Essa é a diferença dos sensores tradicionais, que registram apenas os valores de glicose. "Enxergar o que está acontecendo é fundamental, e ver a previsão da glicose, faz a gente mudar o nosso comportamento", destacou. 

Os pacientes podem acompanhar essa previsão através de um aplicativo no celular, disponível no sistema do iPhone e de Android.

O sensor Accu-Chek SmartGuide possui alguns recursos, como:

Predição de Hipoglicemia Informa quando há risco de queda dos níveis de glicose 30 minutos antes, em qualquer horário do dia;
Predição Noturna Alerta com antecedência sobre risco de possíveis quedas glicêmicas durante o sono, em período de 7 horas

Ou seja, ele ainda funciona durante o sono, reduzindo os riscos de crises silenciosas. 

Imagem de um homem diabético dormindo com sensor no braço para matéria sobre novo sensor de glicemia usa inteligência artificial para prever quedas de açúcar.
Legenda: A "Predição Noturna" do aplicativo alerta sobre riscos de possíveis quedas glicêmicas durante período de 7 horas.
Foto: Divulgação/Roche Brasil.

Quem pode utilizar?

Essa nova tecnologia é voltada para: 

  • Adultos com 18 anos ou mais;
  • Pacientes com diabetes tipo 1;
  • Pacientes com diabetes tipo 2.

Uso de inteligência artificial para antecipar crises

O estudo do novo sensor foi realizado em um ambiente de teste conhecido como "in silico", um modelo bastante utilizado na indústria farmacêutica. Nessa simulação, o sistema aprendeu a identificar variações glicêmicas com alta precisão.

“Hoje, ele não aprende com o paciente em tempo real, ele já detecta os padrões de cada paciente e a partir da glicose do paciente, do comportamento dela, o sensor vai dando, então, algumas posições futuras. Ele detecta mais de 86% dessa possibilidade de hipoglicemias", detalhou Vanessa.

A executiva ressalta ainda que a tecnologia de predição é inédita mundialmente. “Existem sensores que mostram setas de tendência, indicando se a glicemia está subindo ou caindo. Só que essa seta é retrospectiva. Ela é baseada no comportamento da insulina de trás. O que a gente está trazendo é, além da seta, a tendência do futuro", acrescentou.

Com isso, o SmartGuide pode ser utilizado para o paciente reagir antes mesmo da crise acontecer

* A repórter viajou a convite da Roche Diagnóstica Brasil para evento em São Paulo.

Assuntos Relacionados