Ministério da Saúde diz que Mpox 'não é um motivo de alerta'
O País tem 140 casos confirmados e 9 suspeitos da doença em 2026.
O painel divulgado pelo Ministério da Saúde informa que o Brasil tem 140 casos confirmados e 9 suspeitos de Mpox neste ano. Apesar do aumento de diagnósticos, a pasta avalia que o cenário ainda "não é um motivo de alerta" para os brasileiros.
"A Secretaria de Vigilância e Saúde tem monitorado diariamente. Por enquanto não é um motivo de alerta maior. Estamos em contato o tempo todo com os estados e acompanhando esses casos", afirmou Fernanda Denegri, secretária de Ciência e Inovação do Ministério da Saúde, em entrevista ao jornal O Globo.
A titular do órgão disse ainda que não houve mudança na entrada de insumos para produção de medicamentos farmacológicos no Brasil, considerando a situação de instabilidade mundial devido à guerra no Irã.
"Hoje ainda não tivemos impacto", assegura a secretária.
Casos de Mpox no Ceará
No último dia 20 de março, o Ceará confirmou o terceiro caso de Mpox em 2026. A informação foi registrada na plataforma Integra SUS.
No total do ano, o Estado contabiliza até o momento:
- 29 casos notificados;
- 3 casos confirmados;
- 24 casos descartados;
- 2 casos suspeitos.
No dia 10 deste mês, o primeiro caso foi confirmado por meio do painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica.
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Como a Mpox é transmitida?
A principal forma de transmissão da Mpox ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa (pele, secreções) e exposição próxima e prolongada com gotículas e outras secreções respiratórias.
Ocorre, principalmente, por meio do contato direto pessoa a pessoa com as erupções e lesões na pele, fluidos corporais (tais como pus, sangue das lesões) de uma pessoa infectada.
Como é feito o diagnóstico da Mpox?
O diagnóstico é laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético, feito por meio da coleta de material das lesões de pele.
Conforme o Ministério da Saúde, a amostra a ser analisada é coletada, preferencialmente, da secreção das lesões. Quando as lesões já estão secas, são examinadas as crostas das lesões. As amostras são encaminhadas para os laboratórios de referência no Brasil.