Como calcular IMC? Veja como funciona a análise

Nutricionista explica como cálculo pode ser feito e em quais casos ele é utilizado

Escrito por
Mylena Gadelha mylena.gadelha@svm.com.br
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Legenda: Cálculo é utilizado para medir peso corporal em comparação com altura
Foto: Shutterstock

O cálculo de Índice de Massa Corporal não é novidade quando o assunto são as medições de peso ideal do corpo, seja para o apontamento de estilos de vida mais saudáveis ou para acompanhamento profissional. Essa medida, que parece bem simples, envolve uma série de questões ligadas a diversas áreas, desde a nutrição mais simples ou até desempenho para atletas. 

Vale deixar claro que isso ocorre pelo caráter do IMC. Sem considerar a composição corporal humana, ele pode ser desaconselhado em diversos casos, por exemplo, justamente por não entender como a quantidade de massa muscular ou gordura se comporta no corpo. 

Segundo a nutricionista Fabiana Fontes, ele também é utilizado em determinados cenários. "O IMC significa índice de massa corporal, ele indica se o seu peso está baixo, normal, sobrepeso, obesidade grau I, grau 2, grau 3 ou obesidade mórbida. Dessa forma, conseguimos por meio dele avaliar se o indivíduo está com peso adequado ou se precisa de alguma intervenção para melhorar a saúde", explica a profissional. 

O índice em questão, inclusive, não é tão desconhecido. Em algumas escolas, o comum é que se aprenda a calcular, como uma espécie de entendimento dos passos básicos da nutrição. 

Como calcular o IMC?

O cálculo é simples: basta saber o peso corporal e dividi-lo pela altura ao quadrado. "Se a pessoa pesa 60 kg e a altura é 1.60, é preciso multiplicar 1.60 por 1.60, o que dá 2.56. O cálculo, então, resulta em 60÷ 2.56, quantia igual a 23.4,  que significa peso normal, uma faixa de adequação", continua a profissional.

Calculadora de IMC

Tabela do IMC

Menor que 18,5: Magreza
18,5 a 24,9: Normal
25 a 29,9: Sobrepeso
30 a 34,9: Obesidade grau I
35 a 39,9: Obesidade grau II
Maior que 40: Obesidade grau III

Mais uma vez, entretanto, a nutricionista lembra os pontos de deficiência do cálculo. "É um método seguro, porém tem as suas limitações. Se for uma pessoa que treina ou atleta a massa muscular, pode fazer com que essa pessoa esteja mais pesada indicando falsamente uma obesidade. Então para alguns grupos como atletas e praticantes de exercício físico, ele não é fiel", disse ela. 

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Análise de cada corpo

Nesse sentido, Fabiana Fontes revela que cada paciente pode ter uma análise mais minuciosa do corpo, o que indica que o IMC não deve ser sempre o único fator em pauta.

"No consultório, por exemplo, eu utilizo a bioimpedância, que é um método que avalia separado a porcentagem de gordura, massa muscular, água corporal e peso. Dessa forma, consigo ter um diagnóstico mais preciso para determinados grupos de população", reforça a especialista. 

Ele é seguro?

Já segundo a médica endocrinologista Ana Flavia Torquato, a medida do IMC pode ser vista com maior frequência a nível populacional.

"Nesses casos o valor se correlaciona bem com a quantidade de gordura corpórea, e um aumento a partir de 25, que é a faixa do sobrepeso, já tem implicações para a saúde e redução de sobrevida; essa redução de sobrevida se acentua quanto mais alto é o índice, mostrando que há sim uma importância em calcular seu valor. No entanto, só o IMC é um índice simplificado, pois em um determinado indivíduo ele não consegue determinar a quantidade ou percentual de gordura, nem onde a gordura está localizada; esses dois parâmetros são muito importantes para definir o prognóstico e risco de doenças". 

 
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