Suspeitos de matar ex-cozinheira da PMCE são presos na Bahia

Cozinheira foi morta por ser "amiga da polícia" em Saboeiro, no interior do Ceará.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Montagem de fotos de Antônia Ione Rodrigues da Silva, ex-cozinheira da PMCE morta a tiros em Saboeiro, e de um carro da corporação.
Legenda: Antônia Ione Rodrigues da Silva, ex-cozinheira da PMCE, foi morta a tiros na própria casa, em Saboeiro.
Foto: Reprodução

Dois suspeitos de envolvimento no assassinato da cozinheira Antônia Ione Rodrigues da Silva, que trabalhou na Polícia Militar do Ceará, foram presos neste sábado (29) em Juazeiro, na Bahia.

O crime ocorreu em 18 de outubro, no município de Saboeiro, no interior do Ceará. A vítima foi morta a tiros dentro de casa.

Segundo as investigações, a cozinheira foi assassinada a mando da facção criminosa Comando Vermelho (CV), por ser 'amiga da polícia'.

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Outros envolvidos

Outros três suspeitos do crime, dois adultos e um adolescente, foram capturados horas após o homicídio. Um deles foi liberado após prestar esclarecimentos.

Os dois presos neste sábado (29) são os últimos envolvidos no caso, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Acaptura contou com o apoio da Polícia Civil da Bahia, sem resistência dos suspeitos.

Eles serão transferidos para o território cearense. Os policiais apreenderam três aparelhos celulares com a dupla.

CV 'FINCOU BANDEIRA' EM SABOEIRO APÓS HOMICÍDIO

Antônia Ione, conhecida como "Bira", já vinha sofrendo ameaças de membros da organização criminosa. Após o assassinato, os membros da facção 'fincaram' uma bandeira em cima em uma caixa d'água da cidade.

A montagem mostra uma bandeira hasteada em cima de uma caixa d'água e a foto de uma mulher, que foi morta por uma facção no Ceará.
Legenda: A cozinheira Antônia Ione Rodrigues da Silva, conhecida como 'Bira', foi morta a tiros, aos 45 anos, no Distrito Flamengo, em Saboeiro.
Foto: Reprodução.

Segundo um documento da Delegacia Municipal de Saboeiro, o ato foi "como uma forma de assinatura do crime e também como um recado para a população local, ou seja, quem repassar alguma informação para as Forças Policiais, morrerá".

A facção criminosa suspeitava que "Bira" tinha o hábito de "entregar os faccionados à Polícia Militar". Um adolescente afirmou aos policiais que ela já o havia filmado em uma festa e dito que ‘enviaria o vídeo à polícia’, o que gerou animosidade entre eles

Os membros do grupo criminoso teriam ordenado que a vítima, que trabalhou na corporação até o fim de 2024, envenenasse a comida dos policiais militares. Mas ela se recusou.

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