Saiba quem foi Darlan, chefe de facção criminosa morto nesta sexta (31) no Rio de Janeiro

Um dos criminosos mais procurados do Ceará, Alban Darlan Batista Guerra morreu durante confronto com policiais em uma comunidade na zona oeste da capital carioca

Legenda: Mesmo foragido, Darlan mantinha forte atuação no mundo do crime no Ceará
Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

Morto a tiros na manhã desta sexta-feira (31), após confronto com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Alban Darlan Batista Guerra, de 25 anos, mais conhecido como 'Darlan', era um dos criminosos mais procurados pela Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE). A ele são atribuídos dezenas de homicídios.

Natural de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), ele tinha dois mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça cearense, sendo um por tráfico de drogas e outro por homicídio.

Ele também respondia a quatro procedimentos por homicídios, sendo três consumados e um atentado, além de uma passagem por disparo de arma de fogo e outra por tráfico de drogas. 

Mesmo foragido, Darlan mantinha forte atuação no mundo do crime em território cearense. Ele era apontado como um dos chefes do Comando da Laje, organização criminosa dissidente do Comando Vermelho (CV), com atuação no bairro Padre Júlia Maria, em Caucaia. A organização era conhecida por agir com alto grau de violência. Também chefiou o tráfico de drogas na região.

De acordo com o escrivão da Delegacia Regional de Caucaia, Josenildo Menezes, Darlan "montou um grupo de adolescentes que foi crescendo. Eles passaram a traficar drogas e se aliaram ao outro lado do (bairro) Padre Júlio Maria. Aumentaram o grupo, receberam apoio de um e de outro e aí surgiu o Comando da Laje".

Em Caucaia, Darlan ainda dominava uma área rural onde os membros da organização criminosa montavam acampamentos e escondiam um arsenal de armas. O grupo movimentava uma grande quantidade de dinheiro e de drogas, confirma o diretor do  Departamento de Inteligência Policial (DIP) da Polícia Civil do Estado do Ceará, delegado Nelson Pimentel.

Comparsas capturados

Um dos comparsas de Darlan no Ceará era o número 1 da facção criminosa, Francisco Cilas de Moura Araújo, conhecido como "Mago". Ele foi preso no início de julho em um apartamento no Piauí. Junto a Darlan, Cilas chefiava o Comando da Laje.

O Governo do Estado do Ceará chegou a oferecer R$ 10 mil como recompensa a quem fornecesse informações sobre o paradeiro de cada um dos dois.

O grupo comandado por Darlan teve uma baixa no último dia 28 de janeiro. Em uma operação das polícias Civil e Militar, Heldevan Barbosa do Nascimento, de 18 anos, foi preso por tráfico de drogas. Ele era considerado o braço-direito de 'Darlan'.

Com ele, quatro adolescentes foram apreendidos e, contra eles, foram lavrados atos infracionais semelhantes ao crime de tráfico de drogas e posse de drogas para uso pessoal.

Walisson César Marinho Borges, 24 anos, o “Guabiru”, suspeito de ser um dos executores da organização criminosa, também foi localizado pela polícia preso em flagrante no último dia 11 de julho. Com ele, foram encontradas uma pistola calibre .40, drogas e outros objetos.

Legenda: Darlan matou o próprio cunhado em Caucaia, em fevereiro deste ano, e fugiu da polícia pela 3ª vez seguida
Foto: Leábem Monteiro

Homicídios: de advogado a cunhado

Apesar da baixa e de estar no topo dos criminosos procurados pela polícia cearense, Darlan foi autor de um crime registrado no último dia 10 fevereiro, em Caucaia

Na ocasião, o faccionado conseguiu fugir pela terceira vez da polícia, após executar o próprio cunhado, identificado como Francisco José da Silva Barros, 30 anos.

A motivação para o assassinato seria uma discussão que a vítima teria tido com a esposa – e irmã de Darlan. O criminoso descobriu que o cunhado havia agredido sua irmã e, por isto, resolveu vingar-se pela violência causada.

A vítima tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas, receptação e formação de quadrilha. 

Além de matar o próprio cunhado, Darlan também era suspeito de ter assassinado, em julho de 2018, o policial civil aposentado, ex-vereador e advogado criminalista Francisco Erivaldo Rodrigues, de 55 anos.

Com antecedentes criminais por  estelionato, bem como porte ilegal de arma de fogo, o policial aposentado foi morto com tiros na cabeça, dentro do escritório onde costumava advogar, no bairro Novo Pabussu, em Fortaleza.  

A principal linha de investigação da polícia, à época, era de que o crime havia sido motivado pela atuação do advogado em sua última função. Porém, outras hipóteses não foram descartadas.

Em 2017, Darlan foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), pelo assassinato de José Nilson de Abreu Oliveira, no dia 20 de janeiro daquele ano, na região de Caucaia.

Conforme a Instituição, a vítima foi morta a tiros em frente à casa do faccionado ao ir até o endereço para entregar um televisor, previamente negociado. 

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