Justiça manda soltar homem preso por suspeita de participar da morte de policial civil em Caucaia

A decisão pelo relaxamento da prisão veio na audiência de custódia, nesta segunda-feira (10). Para o juiz, não há indícios suficientes da participação do preso no crime

Escrito por Emanoela Campelo de Melo, emanoela.campelo@svm.com.br

Segurança
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Legenda: O policial foi morto em Caucaia, na noite do último sábado (8)
Foto: Darley Melo

Por decisão da Justiça, o suspeito preso pela morte de um policial civil em Caucaia será solto. Na tarde desta segunda-feira (10), Michael da Costa Queiroz, o 'Maikin' passou por audiência de custódia e sua prisão em flagrante foi relaxada. Conforme o juiz, há "ausência absoluta de indícios de sua participação no delito".

Michael, 18, foi detido nesse domingo (9) sob suspeita de participar do assassinato do escrivão Edson Silva Macedo. Já na audiência de custódia, o Ministério Público do Ceará (MPCE) se manifestou pelo relaxamento do flagrante, mas deu parecer para que fosse decretada a prisão temporária do suspeito para que fossem investigados outros indícios da participação.

Consta na decisão obtida pela reportagem que a promotoria se manifestou informando que um popular não identificado é quem teria reconhecido Michael como participante do crime e que não havia situação flagrancial. O suspeito alegou diante do juiz que foi vítima de agressões por parte dos policiaisquando preso.

Devido ao testemunho, o MPCE pediu que o suspeito passe por um novo exame de corpo de delito. O juiz Carlos Eduardo de Oliveira Holanda Junior acolheu a solicitação e determinou um novo exame o mais breve possível, em até 24 horas.

A Polícia Civil divulgou que 'Maikin' foi encontrado na mesma região onde o crime aconteceu e não reagiu à prisão. Segundo a PC, o jovem estava dentro do imóvel onde a vítima foi alvejada a tiros


DENÚNCIA ANÔNIMA

Conforme trecho da decisão do magistrado, uma denúncia anônima não é suficiente para manter o suspeito em cárcere: "Não há qualquer outro dado quanto à ocorrência de indícios mínimos de participação do suspeito no crime de homicídio em que foi autuado",disse Carlos Eduardo de Oliveira.

"Há ainda as declarações de um menor, que reconhece o autuado como sendo uma pessoa que foi vista andando de cavalo. A pergunta que não quer calar é a seguinte: o que isso tem a ver com o homicídio da vítima destes autos? Até agora não se sabe"
Carlos Eduardo de Oliveira Holanda Junior
Juiz

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a vítima trocou tiros com os suspeitos após saber que o grupo estava em um imóvel desabitado, que se encontrava para alugar, e que pertencia ao policial civil. 

Um adolescente de 17 anos (identidade preservada), que já possui um histórico de atos infracionais, também estaria envolvido no crime, conforme os investigadores.

 

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