Justiça decreta prisão de suspeito de feminicídio de influenciadora em Itapipoca (CE)
A vítima, Ana Karolina de Sousa Silva, foi morta com cerca de 20 facadas dentro de casa.
A Justiça do Ceará decretou, em regime de plantão judiciário, nesta terça-feira (17), a prisão preventiva de Anderson Renan Magalhães Freitas, principal suspeito do assassinato da ex-companheira, a influenciadora e empreendedora Ana Karolina de Sousa Silva, em Itapipoca, no último sábado (14).
De acordo com as investigações, na manhã daquele dia, a vítima retornava de uma festa em Paracuru e, ao adentrar na própria residência, já se deparou com Anderson. A vítima, de 31 anos, foi assassinada com aproximadamente 20 golpes de arma branca.
O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi um choque hemorrágico.
O crime, que apresenta requintes de crueldade, é investigado como feminicídio e causou forte comoção pública na região. Anderson fugiu logo após o crime e segue procurado pelas forças de segurança.
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As investigações da Delegacia Regional de Itapipoca apontam que Anderson não aceitava o término do relacionamento, que durou cinco anos, e, segundo familiares, já havia proferido ameaças contra a vítima.
Além da violência física, consta nos autos que, após o crime, o suspeito subtraiu o aparelho celular da vítima; roubou uma quantia em dinheiro e fugiu, utilizando a motocicleta da própria Karolina.
O que diz a decisão judicial?
Ao decretar a prisão, a juíza Leslie Anne Maia Campos destacou a "gravidade concreta" e a "extrema brutalidade" do ato.
Segundo a decisão, a manutenção da liberdade do suspeito representa um risco à ordem pública, dada a periculosidade demonstrada pelo modo de execução do crime, praticado em um ambiente que deveria garantir a segurança da vítima.
"A fuga após o crime também constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva", afirmou a magistrada, ressaltando que o investigado pode ter transitado por diferentes municípios, como Itapipoca e Uruburetama, para evitar a captura.
Além da ordem de prisão, a Justiça deferiu o afastamento do sigilo de dados telemáticos de Anderson Renan.
O objetivo é que a tecnologia ajude a rastrear os últimos passos do investigado e auxilie em sua localização. O mandado de prisão já foi inserido no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).