Influenciadora e 'salva por silicone': quem é a advogada presa por extorsões no CE
A mulher sofreu um ataque criminoso a tiros, há 10 anos.
A advogada Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira Bandeira, presa na última sexta-feira (23) por suspeita de integrar um grupo criminoso que pratica extorsões no Ceará, agia como uma influenciadora nas redes sociais e disse que já foi salva de um ataque a tiros em razão do silicone que utilizava no peito.
seguidores tem a página de Paloma Gurgel, na rede social Instagram, onde ela se apresenta como advogada e empresária, com especializações na Alemanha, Estados Unidos, Argentina, Espanha e Itália.
Na página, a advogada publica mensagens motivacionais e de empoderamento feminino, vende cursos e faz críticas ao Sistema Penitenciário Federal, além de publicar entrevistas concedidas à imprensa sobre Direito Penal.
Paloma Gurgel foi alvo de um ataque criminoso a tiros, em Natal, Rio Grande do Norte, há mais de 10 anos, no dia 19 de dezembro de 2015. A advogada sofreu quatro tiros.
Em entrevista ao portal G1, em janeiro de 2016, Paloma contou que estava em uma lanchonete, quando um homem se aproximou e começou a atirar contra ela.
Após ser atingida pelo primeiro tiro, quando já estava caída, um criminoso "se aproximou e deu um tiro à queima-roupa no meu peito. No hospital, o médico me disse que o tiro no peito não atingiu o coração porque acertou a minha prótese. Ou seja: o meu silicone salvou a minha vida", afirmou a advogada.
Na época, a advogada revelou que vinha sofrendo ameaças: "Sou advogada criminalista e tenho mais de 300 clientes presos e quase outros 100 soltos, inclusive alguns de presídios federais. Houve uma discussão com uma pessoa cujo nome já foi repassado à polícia, mas não se trata de nenhum cliente. Depois disso, através de outras pessoas, fui informada que poderia ser morta. Me mantive tranquila por ainda achar que não tinha inimizades, até que aconteceu isso comigo".
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Como aconteceu a prisão
A advogada Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira Bandeira, de 38 anos, foi presa por força de um mandado de prisão preventiva, no bairro Tirol, em Natal, na última sexta-feira (23).
Na operação policial, também foi detida Bárbara Pinheiro Souza, 22, no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza.
As duas mulheres são apontadas pela Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Ceará (PCCE), como integrantes de um grupo criminoso que pratica extorsões no Ceará e no Rio Grande do Norte.
Segundo a PCCE, a advogada presa já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão, no Rio Grande do Norte, em razão de uma investigação local.
mandados de busca e apreensão também foram cumpridos pelos policiais civis - sendo dois contra as suspeitas presas e o terceiro contra outro advogado, em um imóvel em Fortaleza.
O cumprimento de mandados contra os advogados foi acompanhado por representante das prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Ceará e do Rio Grande do Norte, em respeito às normas legais e institucionais.