Acusado de chefiar grupo de extermínio, iraniano volta ao sistema penitenciário cearense

Farhad Marvizi passou 11 anos no Sistema Penitenciário Federal de Segurança Máxima

Escrito por Messias Borges messias.borges@svm.com.br
25 de Maio de 2023 - 06:48 (Atualizado às 06:49)
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Legenda: Conforme as investigações, Fahrad Marvizi era líder de um grupo de extermínio, que estava pronto para matar quem tentasse interferir nos negócios do iraniano
Foto: Ilustração/ Diário do Nordeste

O iraniano Farhad Marvizi, conhecido como 'Tony', está de volta ao Ceará. Depois de 11 anos detido em presídios federais de segurança máxima, o estrangeiro acusado de chefiar um grupo de extermínio foi transferido para o sistema penitenciário cearense.

Marvizi estava preso no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A transferência foi realizada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), na última terça-feira (23).

A Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP) confirmou que o iraniano já se encontra custodiado em presídio cearense, mas não forneceu mais informações.

Questionado sobre a motivação da transferência, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) não respondeu até a publicação desta matéria. A reportagem também questionou a Senappen sobre a transferência, mas não recebeu resposta.

A defesa de Farhad Marvizi, representada pelo advogado Flávio Jacinto, informou que a decisão partiu da Vara Federal de Campo Grande, que entendeu que não havia necessidade da permanência do preso em presídio federal.

No ano passado, a Coordenadoria de Inteligência (Coint) da SAP enviou um relatório para a Justiça em que pediu a manutenção de Marvizi em um presídio federal.

Diante do nível de periculosidade de Farhad Marvizi, reconhecido fator de liderança dentro da ORCRIM (organização criminosa), detentor de grande influência e alto poder aquisitivo, ter praticado crime que coloque em risco a sua integridade física no ambiente prisional de origem, estar submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado, ser membro de quadrilha ou bando e envolvido na prática reiterada de crimes com violência ou grave ameaça, sua volta ao sistema prisional cearense representa um risco à sociedade, sendo notória sua nocividade nos moldes comuns do sistema prisional, este é indicado para permanecer no Sistema Penitenciário gerido pelo Governo Federal."
Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará
Em manifestação à Justiça

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