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PF irá colher depoimento dos suspeitos de hostilizar Alexandre de Moraes no aeroporto de Roma

O caso aconteceu na última sexta-feira (14)

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 08:31)
Alexandre de Moraes com expressão séria
Legenda: Alexandre de Moraes foi hostilizado na última sexta-feira (14), no aeroporto de Roma
Foto: Nelson Jr./STF

Os três suspeitos de hostilizar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a família dele, na última sexta-feira (14), no aeroporto de Roma, na Itália, estão no Brasil e serão ouvidos pela Polícia Federal.

Os depoimentos de Roberto Mantovani Filho, Andrea Mantovani e Alex Zanatta, genro do casal, serão colhidos pelo órgão nos próximos dias. Eles foram identificados pelos federais ainda no sábado (15), quando desembarcaram no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

O trio é acusado de chamar o ministro do Supremo de "bandido" e "comunista". Além disso, ao questionar os insultos, o filho de Moraes chegou a ser agredido por um dos suspeitos.

'Equívoco interpretativo'

Segundo a Agência Brasil, a defesa de Roberto e Andrea disse, em nota, que o caso é um "equívoco interpretativo" e que seus clientes não têm relação com os fatos. "Roberto Mantovani Filho e sua esposa lamentam, sinceramente, todo o acontecido, estando convictos da existência de equívoco interpretativo em torno dos fatos", comentaram os advogados.

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Os juristas alegaram ainda que as ofensas proferidas ao ministro foram, "provavelmente, proferidas por outra pessoa", não por Andrea, e que isso provocou um "desentendimento verbal" entre a mulher e a família de Moraes.

Alex, genro do casal, também negou ter ofendido o magistrado. Ele já prestou depoimento à Polícia Federal de Piracicaba, em São Paulo.

Lembre o caso

O ministro Alexandre de Moraes estava com a família no aeroporto de Roma, na Itália, esperando voltar para o Brasil depois de ministrar palestra na Universidade de Siena, quando foi hostilizado.

O ministro foi chamado de "bandido", "comunista" e "comprado" por Andrea Mantovani. Em seguida, o esposo de Andrea, Roberto, teria agredido fisicamente o filho do ministro.

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