Legislativo Judiciário Executivo

Morre o ex-deputado federal cearense Régis Barroso, aos 84 anos

O advogado e empresário teve vasta atuação na vida pública e nos bastidores da política cearense.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Foto que mostra Roberto Parcifal, Regis Barroso, Igor Queiroz Barroso e Ciglinda Barroso
Legenda: Régis (o segundo da esquerda para a direita) teve notável participação em gestões públicas e privadas.
Foto: Divulgação.

O ex-deputado federal, empresário e advogado Francisco Régis Monte Barroso morreu neste domingo (3), aos 84 anos. O cearense teve vasta atuação na vida pública e deixa um legado marcado por atuação nos bastidores do poder público com diálogo e discrição. 

O velório será realizado nesta segunda-feira (4), às 8h, na funerária Eternus. Em seguida, haverá a missa de corpo presente, às 10h, antes da cremação do corpo.

Régis deixa dois filhos, Igor Queiroz Barroso, do casamento com Myra Eliane Vidal Queiroz, e Fabiana Nóbrega Barroso, da união com Heloísa Nóbrega.

"Neste momento de saudade, Igor Queiroz Barroso e família agradecem o apoio recebido e pedem orações ao Pai do Céu para que receba Francisco Regis Monte Barroso em sua morada eterna", declarou a família, em nota de pesar.

O cearense é filho do ex-governador e senador do Ceará Parsifal Barroso, e de Olga Monte Barroso, pioneira na concepção da atuação das mulheres na política.

Quem foi Régis Barroso?

Francisco Régis Monte Barroso, teve uma trajetória em diversos campos de atuação, desde cargos públicos a gerências do setor privado. 

No Governo do Ceará, Régis foi oficial do Gabinete Estadual entre 1959 e 1960, e Chefe da Casa Civil do Estado, onde ficou de 1961 a 1963, durante a gestão do pai, Parsifal Barroso, em "função estratégica na coordenação administrativa e na articulação política".

Seguindo os passos do pai na política, Régis teve mandato de deputado federal entre 1967 e 1971, pelo extinto partido Arena. Segundo a família do cearense, disse na nota de falecimento, ele foi o mais jovem deputado federal eleito no Brasil, à época.

Em seu currículo, Régis também já foi procurador, presidente da Bolsa de Valores do Ceará, diretor de Crédito do Banco de Desenvolvimento do Estado, vice-presidente da Federação das Indústrias, e vice-presidente da Fundação Edson Queiroz. 

O advogado ainda possuía o título de doutor em Direito Público pela Universidade Federal do Ceará (UFC), obtido em 1965.

Leia a nota de pesar completa

Faleceu neste domingo (03), Francisco Régis Monte Barroso, figura pública cearense que integrou uma das mais tradicionais famílias políticas do Estado do Ceará, marcada por gerações de atuação na vida pública.

Filho de Parsifal Barroso e de Olga Monte Barroso, Régis cresceu em um ambiente profundamente ligado à política e à administração pública. Seu pai, Parsifal Barroso, teve destacada trajetória nacional e estadual, tendo sido deputado federal, senador, governador do Ceará (1959–1963) e ministro do Trabalho, Indústria e Comércio no governo de Juscelino Kubitschek, entre 1956 e 1958. Já sua Mãe, Olga, foi pioneira na concepção de atuação de mulher na política, sobretudo em projetos sociais e intelectuais. 

Seguindo essa tradição, Francisco Régis ingressou precocemente na vida pública, sendo eleito deputado federal, o mais jovem eleito no Brasil à época.

Antes disso, exerceu papel de grande relevância ao atuar como chefe da Casa Civil do Governo do Ceará durante a gestão de seu pai, Parsifal Barroso (1959–1963), função estratégica na coordenação administrativa e na articulação política do governo estadual.

Ao longo de sua trajetória, destacou-se pela discrição, habilidade de diálogo e atuação nos bastidores da gestão pública, contribuindo para a condução de temas relevantes para o Ceará.

No campo pessoal, Francisco Régis Monte Barroso foi casado com Myra Eliane Vidal Queiroz, filha de Edson e Yolanda Queiroz, com quem teve um filho, o empresário Igor Queiroz Barroso. Também foi casado com Heloísa Nóbrega, com quem teve uma filha, Fabiana Nóbrega Barroso.

No âmbito familiar, era reconhecido como um homem reservado, profundamente ligado à família e às suas origens, mantendo vivos os valores herdados de sua linhagem.

Sua trajetória pública permanece associada à continuidade de uma importante linhagem política do Ceará, contribuindo para a vida institucional do estado tanto no exercício de mandatos quanto em funções estratégicas de governo. Sua atuação discreta e eficaz consolidou sua presença como um articulador relevante na administração pública cearense.