Legislativo Judiciário Executivo

Moraes proíbe acampamentos na Praça dos Três Poderes; acesso ao local está fechado, em Brasília

Prédios de órgãos na praça estão cercados com grades de ferro após retirara de acampamento bolsonarista

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Redação producaodiario@svm.com.br
praça dos três poderes deserta
Legenda: Decisão de fechar acesso à Praça dos Três Poderes ocorre após novas movimentações de protesto no local
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

A Polícia Militar do Distrito Federal restringiu o acesso de pedestres à Praça dos Três Poderes, em Brasília - o local está fechado para visitação neste sábado (26). A restrição ocorreu após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou o fim do acampamento montado por deputados aliados de Jair Bolsonaro na praça. 

Grades de ferro e outras barreiras foram instaladas ao redor dos prédios de cada poder. A determinação proibiu qualquer acampamento em um raio de 1km da Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e em frente aos quartéis das Forças Armadas. O Congresso Nacional e o Palácio da Justiça também foram cercados. 

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Com a decisão que fechou a Praça dos Três Poderes, atrações como a cafeteria 'Casa de Chá', que funciona no subsolo e foi idealizada por Oscar Niemeyer, também ficaram inacessíveis ao público neste sábado. 

Acampamento bolsonarista

Durante a madrugada de hoje, o acampamento, montado no local pelo deputado Hélio Lopes (PL-RJ), foi desfeito com a ordem de Alexandre de Moraes. Intimado pelo ministro, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi pessoalmente ao local para negociar a saída do aliado do ex-presidente Bolsonaro.

Hélio estava na Praça deste a tarde de sexta-feira (25), em uma barraca, e usava um esparadrapo na boca, em uma “greve de silêncio” - em protesto contra decisões do Tribunal, que começa a julgar Bolsonaro e ex-assessores por tentativa de golpe de Estado. O ato atraiu outros parlamentares aliados, como o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). 

Na decisão, que foi acatada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes destacou que o espaço é uma área de segurança institucional e que não será permitido transformar a praça em palco de manifestações com potencial de intimidação contra ministros do Supremo, especialmente às vésperas do julgamento da tentativa de golpe.

"A Praça dos Três Poderes é área de segurança e não será permitido que, apoiadores de diversos réus, que estão sendo processados e serão julgados no segundo semestre desse ano pelo Supremo Tribunal Federal, organizem novos acampamentos ilegais para coagir os ministros de nossa Suprema Corte, na tentativa de obstrução à Justiça", escreveu Moraes.