Legislativo Judiciário Executivo

Em discurso no Ceará, Lula diz que Governo Bolsonaro foi 'praga de gafanhoto'

Presidente está em Fortaleza para anúncio de investimentos na educação superior e entrega de moradias

Escrito por Luana Barros, Jéssica Welma ,
Lula no Ceará
Legenda: Lula chamou Governo Bolsonaro de "praga de gafanhoto" durante discurso em agenda realizada no Palácio da Abolição, em Fortaleza
Foto: Fabiane de Paula

O presidente Lula (PT) fez uma crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antecessor e adversário político do petista, durante evento em Fortaleza na manhã desta quinta-feira (20), no Palácio da Abolição. Lula chamou o Governo Bolsonaro de "praga de gafanhotos" e que "comeu toda a esperança do País". A crítica ocorreu ao final do discurso em solenidade no qual foram anunciados um pacote de investimentos nas universidades federais no Ceará e em novos campi do instituto federal no Estado. 

Ao falar sobre a segunda agenda da qual vai participar em Fortaleza, a entrega do terceiro módulo do Residencial Cidade Jardim, no bairro José Walter. Segundo ele, a obra poderia ter sido inaugurada em 2018, quando faltavam 2% das obras. "Mas entrou uma praga de gafanhoto pra governar esse País, comeu toda a esperança do povo e não entregou as casas", criticou Lula, sem citar o nome do ex-presidente.

Veja também

As críticas a Bolsonaro também estiveram presentes durante entrevista exclusiva do presidente Lula ao Diário do Nordeste e à Verdinha 92,5 FM

Lula não falou no nome dele, mas fez referência a ele como "negacionista" e disse ter encontrado o país "desmontado". "Assumimos o governo em 1º de janeiro de 2023, com o Estado brasileiro totalmente destruído, quase todas as políticas de construção foram paralisadas depois do impeachment da Dilma (Rousseff) e no governo anterior", disse.  

"Foram quase oito anos de estagnação nesse País. Nós estamos reconstruindo e colocando as coisas no lugar", completou, em referência não apenas ao Governo Bolsonaro, mas também ao Governo de Michel Temer (MDB). 

Ao falar sobre a eleição municipal, voltou a citar como 'negacionista' lideranças ligadas ao bolsonarismo. Lula disse que pretende participar das campanhas nas cidades em que houver um "adversário ideológico, negacionista". Já para a disputa em 2026, reforçou que fará "um esforço incomensurável para não deixar um negacionista voltar a presidir esse País". 

"Se chegar a hora de decidir e eu perceber que os negacionistas que destruíram o país, que passaram a ideia que o jeito para melhorar a vida da população é vender arma do povo, é escola cívico militar, é mentira na internet, é mentir sobre religião, eu sinceramente vou fazer um esforço incomensurável para não deixar um negacionista voltar a presidir esse País", disse.

'Dar ao povo do Nordeste a chance de competir'

O presidente Lula focou o discurso em fala sobre os investimentos na Educação feitas durantes os dois mandatos em que esteve a frente da presidência, entre 2003 e 2010, e o terceiro mandato. Ele ressaltou a meta, desde quando assumiu a presidência, de ampliar as oportunidades educacionais para o Nordeste. 

"É preciso dar ao povo do nordeste a chance de competir. a gente não quer tirar a vaga de ninguém, a gente quer ter a mesma oportunidade. queremos apenas ter a chance de disputar. Eu tomei como uma profissão de fé", disse.

"Se a gente não tiver uma boa formação, a gente não é tratado com respeito. A minha missão é tentar dar as condições para que o povo mais humilde desse país tenha a chance de disputar todo e qualquer pedação de pão desse país", disse.

Ele citou ainda os investimento feitos não só durante o governo dele como na gestão de Dilma Rousseff. 

Assuntos Relacionados